Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/11/2020

É notório que a fome faz parte da triste realidade de milhões de pessoas no planeta. Mesmo com os avanços tecnológicos, continuamos retrocedendo no processo de distribuição de renda e erradicação da pobreza. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: crescente desigualdade social e ausência de programas efetivos para acabar de uma vez com a fome.

Sabemos que o planejamento é a etapa mais importante em um projeto, pois nele detalhamos os quesitos e tomadas de decisões. Com isso, relativamente, Thomas Malthus acertou em manifestar: “a população crescerá em proporções geométricas, contudo a produção de alimentos não acompanhará tal processo”. Dessa forma, vimos que a revolução verde propiciou um alcance produtivo bem significativo e tal premissa - em sua plenitude - não aconteceu, pois foi a desigualdade econômica e distribuição de renda que mais impactou na pirâmide social e acesso a alimentos.

Além disso, diversos programas buscaram atender a situação de vulnerabilidade das comunidades carentes. Mesmo assim, governos e ONGS não atuaram de forma a erradicar o impasse e sim buscaram minimizar - mediante auxilio monetário - a causa da fome, acreditando-se que uma vez distribuindo renda os problemas acabariam. Logicamente, estamos diante de um problema estrutural onde encontramos na educação o combustível para - a médio e longo prazo - corrigir a não efetividade plena do assistencialismo governamental.

Como se vê, Confúcio - um grande filósofo - acerta em declarar: " não corrigir nossas falhas é o mesmo que continuar cometendo novos erros. Portanto, é insensato continuar acreditando que dar ajuda resolveria o problema da fome e desigualdade social. Essas questões poderão ser evitadas com investimento massivo em educação, programas de acompanhamento social e instruções financeira para evitar perdas e gastos desnecessários do Governo e Sociedade.