Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 10/11/2020
No limiar da Revolução Tecnocentífica, a inclusão de máquinas no campo elevou os níveis de produção da agricultura em larga escala e de forma rápida. No entanto, a superprodução de alimentos não foi suficiente para erradicar a fome do mundo, visto que o problema se concentra na má destruição deles. Nessa perspectiva, observa-se que a displicência governamental e o caráter individualista da população são causas da subalimentação e desigualdade social no século XXI, e vale analisar suas consequências.
Em primeira análise, a inobservância da Esfera Pública está ilustrada na ineficiência de programas que auxiliam na distribuição de renda, como o Bolsa Família. Desse modo, a verba disponibilizada para o sustento familiar não atende as necessidades básicas de cunho alimentício, já que o valor dos alimentos em supermercados foge da realidade do auxílio ofertado. Seguindo esse viés, é possível perceber tal situação destacada em dados, como o documento Panorama Social da América Latina, o qual mostra que a situação de extrema pobreza aumentou de 11,3% em 2012 para 11,7% em 2013.
Por outro lado, é possível perceber no filme espanhol “O Poço” o caráter individualista do ser humano. O curta ilustra prisioneiros confinados em uma torre, na qual cada andar representa classes sociais e a questão de distribuição de alimentos é evidenciada ao ponto que os níveis mais baixos são o que recebem menos alimentos, gerando uma hierarquia simbólica. Todavia, fora da ficção, esse é um cenário que, infelizmente, é uma constante passada de geração em geração no mundo todo, de modo que o poder aquisitivo- consequência da desigualdade social- torna o indivíduo egoísta e incapaz de pensar no próximo.
Fica evidente, portanto, que a fome e a desigualdade são problemas não só de saúde pública, mas também econômico e social. Dessa maneira, é dever do Governo, aliado ao Ministério da Saúde e Educação garantir a distribuição de alimentos, de forma que esses contemplem a quantidade suficiente de nutrientes para uma dieta rica. Isso pode ser feito por meio do investimento financeiro em ONGs que trabalham na doação de cestas básicas, promovendo, assim, o acompanhamento nutricional por um profissional capacitado, além de custear a compra e a transferência das doações de forma ampla e homogênea. Por fim, é preciso que palestras e rodas de conversa sejam ministradas em comunidades a fim de educar a população quanto a prevenção do desperdício de alimentos.