Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 05/11/2020

O governo de Luiz Inácio da Silva criou, em 2003, o programa “Fome Zero”, a fim de proporcionar uma redistribuição de renda entre os brasileiros. No entanto, a fome e a desigualdade social no século XXI continuam sendo um problema marcante, visto que as indústrias alimentícias trouxeram baixa segurança alimentar. Além disso, tal conjuntura ampliou o cenário de violência e criminalidade, devido à dificuldade da população menos favorecida de suprir suas necessidades individuais.

O filósofo Nietzsche defende a superação da sobreposição dos interesses políticos e econômicos impostos pelas instituições. Analogamente ao niilismo, pode-se considerar que as indústrias alimentícias trazem baixa segurança alimentar, pois produzem alimentos de péssima qualidade nutricional a fim de lucrar com processos industriais mais econômicos, como a hidrogenação, por exemplo. Desse modo, esses produtos passam a ter preços mais acessíveis e os consumidores configuram-se à uma situação de fome, uma vez que os alimentos orgânicos são, normalmente, mais caros e restritos.

Ademais, o filósofo Hegel evidencia: “o homem é filho de seu tempo”, o que justifica as interações entre indivíduos e sociedade. Nesse sentido, observa-se que a desigualdade socioeconômica revela um cenário de violência e criminalidade, uma vez que as pessoas menos favorecidas recorrem as ilegalidades para suprir suas necessidades individuais. Assim, muitos cidadãos se submetem ao roubo para satisfazerem a fome ou, até mesmo, para acompanhar as tendências da moda e tecnológicas, visto que as redes sociais fomentam o consumo , sobretudo, entre os jovens.

Portanto, a fome e a desigualdade social são uma problemática na atualidade. Sendo assim, cabe ao Estado e a mídia a criação de empregos. Dessa forma, através das exigências da população por meio de greves, por exemplo, haverá mais fiscais que cobrem por alimentos mais naturais e nutritivos dentro das indústrias, além de renda para os jovens e desempregados, com a finalidade de ter-se segurança alimentar e amenizar a criminalidade provocada, sobretudo, pelas redes sociais e pela desigualdade socioeconômica. Assim, o país não se limitará as medidas adotadas pelo ex-presidente Lula.