Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/11/2020

A Organização das Nações Unidas afirma que um quarto da população mundial não possui acesso a uma alimentação segura e nutritiva. Além disso, condições imprevisíveis dificultam a produção dos alimentos necessários para uma população em crescimento, como por exemplo crises financeiras e eventos climáticos extremos. Nessa perspectiva, torna-se premente analisar os impactos dessa problemática na atual conjuntura mundial.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que a escassez de alimentos é um problema econômico. Segundo o economista Amartya Sen, o acesso aos alimentos depende da cesta de bens e serviços que o consumidor pode comprar. Logo, a grande produção de alimentos no mercado, não garante a alimentação da população, que na verdade é dependente do poder de compra do país. Dessa forma, infelizmente, se perpetua a desigualdade social, como consequência a fome e a miséria também.

Outrossim, deve-se destacar a instabilidade climática como um dos agravantes. Como exemplo, a Somália que desde 1990 vive um cenário de fome por conta da emergência climática ocasionada pelas secas na região. Nessa perspectiva, a falta de chuvas leva a uma seca iminente,  que coloca a população em risco nas regiões com temperaturas elevadas. Portanto, é inaceitável que não sejam promovidas políticas que atuem nesses locais a fim de se prevenir cenários como o exemplificado.

Em suma, providências exequíveis são necessárias para atenuar a fome no século XXI. Para isso, é primordial que o Poder Público promova programas que auxiliem na distribuição de renda e direcione investimentos à agricultura sustentável. Isso deve acontecer de modo a fomentar projetos de capacitação profissional, aumento da oferta de empregos e investimento em fazendas indoor, com a finalidade de promover o aumento de renda e alternativas mais sustentáveis que não sofram em virtude da variação do clima. Dessa forma, o problema da fome será reduzido, um mal que ainda no século XXI mata pessoas diariamente.