Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 09/11/2020
A Constituição de 1988 atribui ao Estado a função de fornecer trabalho, moradia, alimentação e assistência aos desamparados. No entanto, observa-se a não completude definitiva dos pressupostos constitucionais, haja avista a continuidade da fome e a expansão da desigualdade social na atualidade, sendo entraves oriundos tanto da gestão capitalista hodierna quanto da ausência de politicas públicas efetivas e praticas que possibilitem atenuar esse cenário e, portanto, materializar o desenvolvimento social previsto pelos aparatos legais.
Em primeiro plano, é notável a escalada da ideologia do capital que, do modo como é praticada, intensifica a assimetria na distribuição de renda, haja vista a tendência continua de ampliação do lucro sobre parâmetros desiguais. Quanto a isso, o Geógrafo Milton Santos relatava em sua obra a alteração do fluxo de capitais na estrutura geopolítica e propunha uma globalização mais solidária baseado na distribuição igualitária e na ruptura dos padrões hegemônicos. Nesse certame, embora inexorável, a disposição em curso é passível de transformações sobre a dinâmica distributiva.
Sobre outro prisma, na obra cinematográfica ´´Bacurau´´ é mostrado a história de uma pequena cidade fictícia que é esquecida pela sua própria gestão estadual além de receber auxílios governamentais totalmente incompatíveis com a realidade daquela população. Análogo a isso, existe hoje vários bacurais onde a ajuda administrativa não chega ou é ineficiente, assim, prevalecendo a marginalização e a supressão dos padrões mais comuns de vida. Em suma, o cenário econômico nacional se mostra difuso e embora possua grandes proporções no mercado mundial, faz se necessário a a ação precisa dos entes governamentais no suprimento das politicas cabíveis de desenvolvimento.
Destarte, notam-se os impasses referentes a questão da fome e da desigualdade social no século 21, reafirmando a necessidade de ações governamentais produtivas para elucidar tal problema. Logo, cabe ao Governo Federal mitigar a pobreza e a concentração financeira por meio da implementação de uma reforma tributária que se responsabilizaria pela cobrança de impostos proporcionalmente a renda adquirida - imposto sobre grande fortuna - em concordância à proposta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pela Organização das Nações Unidas que versa sobre redução da desigualdades sociais, com o fito de garantir os pressupostos manifestados à luz da constituição atual.
Ademais, pertence ao Ministério do Desenvolvimento Regional a execução de consultas públicas sobre a real condição das cidade brasileiras, por meio de referendos regionais que avaliem a própria gestão e facilitem o diálogo entre população e prefeitura, com a finalidade de gradualmente incrementar as politicas publicas voltadas para a paulatina ascensão social.