Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 10/11/2020
No filme “O Poço”, os prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida dos níveis superiores, simulando uma pirâmide social. Fora da esfera cinematográfica, é evidente que a fome e a desigualdade estão presentes no século XXI, sobretudo no que tange a exclusão de uma parcela socialmente vulnerável da comunidade brasileira. Dessa forma, pode-se elencar o desemprego e a má distribuição de renda como os fatores que solidificam o impasse.
Primordialmente, é indubitável ressaltar que a alta taxa de demissão fomenta a desigualdade social no Brasil. Nesse sentido, com o advento da Terceira Revolução Industrial, houve um aprimoramento tecnológico, o qual intensificou a troca da mão de obra humana pela máquina. Hodiernamente, é perceptível que as grandes empresas buscam robotizar o mercado de atividades, visto que os robôs produzem mais que o humano, logo, em virtude disso, há o desemprego estrutural. Consequentemente, vê-se que quando o indivíduo perde seu emprego, passa a contribuir para o aumento do desequilíbrio econômico no país. Dessarte, é notório que medidas são necessárias para amenizar o imbróglio.
Ademais, outro aspecto a salientar é que a concentração de capital corrobora para a proliferação da problemática. Nesse ínterim, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que ganha a parcela 1% mais rica do país é 33,8 vezes maior do que o rendimento dos 50% mais pobres. Dessa maneira, é visível a desproporcionalidade de lucro na sociedade, pois a medida que os empresários obtêm imensas quantias dinheiro, os economicamente debilitados recebem pouco. Por conseguinte, nota-se que com a elevação dos preços dos alimentos, esta maioria estará inclusa no aumento do índice da fome. Destarte, se torna coerente a construção de um cenário desafiador para o corpo social brasileiro.
Infere-se, portanto, que a fome e a desigualdade é um mal para a nação brasileira. Desse modo, cabe ao Poder Legislativo criar leis que visem equalizar o trabalho com os humanos e robôs, as quais devem impedir as empresas de utilizarem apenas as máquinas, no intuito de amenizar o desemprego estrutural. Além disso, é dever das Prefeituras reimplantarem e investirem no programa “Fome zero”, no qual visa o direito a alimentação da população, com o fito de abrandar a quantidade de sujeitos em situação de emergência alimentar. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.