Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

A Revolução Industrial, decorrida desde o século XVIII, apresentou amplo desenvolvimento tecnológico e sócio-político, nesse mesmo período torna-se evidente as discrepâncias sociais e as dificuldades enfrentadas para ascensão econômica dos pobres. Analogamente, nos dias atuais é evidente o descaso para com determinada parcela populacional, a qual carece de necessidades básicas. Desse modo, é fundamental que o Estado sendo protetor e responsável pelos indivíduos, se comprometa a mudar essa realidade.

Em primeiro lugar, em 2019 foram divulgados pela “ONU News” que cerca de 1,3 bilhão de pessoas estão vivendo em condições de pobreza multidimensional. Destarte, tais indivíduos precisam de condições não só financeiras, como também de ensino, segurança e saneamento básico, posto isto, o subdesenvolvimento se estende por diversas áreas e impede uma resolução linear e íntegra. É fundamental ressaltar que no cenário mundial tem como contribuinte da problemática o “Racismo Estrutural”: trata-se da formalização de um conjunto de práticas institucionais, históricas, culturais e interpessoais dentro de uma sociedade que frequentemente coloca um grupo étnico em uma posição melhor, por outro lado prejudica os demais de modo consistente e constante.

Em segundo lugar, correlacionado aos fatores supracitados, no Brasil, em 2019 foi propagada uma pesquisa feita pela “UOL Notícias”, ratificando que nacionalmente, a desigualdade está interligada ao grupo étnico, tendo em vista que 75% dos negros apesar de estudarem, trabalharem e sobreviverem, ganham três vezes menos que os brancos. Então, é importante salientar a afirmação da filósofa e política alemã, Hannah Arendt: “O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se conserva unido”. Nessa perspectiva, a função pré-estabelecida pelo Estado no que tange a Carta Magna, na qual garante o bem-estar de todo e qualquer cidadão, é seletiva, logo não contempla sua integridade.

Portanto, é crucial que para diminuir as disparidades sociais, o Governo Federal tem de se responsabilizar pela criação de leis inclusivas obrigatórias. Neste caso, o Poder Legislativo, em consonância com o Ministério da Cidadania, deve formar políticas públicas as quais demandem a contratação de minorias, não obstante, precisa se obrigatório o recebimento de salários constantes, estes não podem variar por etnia ou sequer por gênero. Por meio disso, o Brasil garantirá que mais cidadãos estejam em ambiente de igualdade, contribuindo para a ascensão da sociedade.