Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 05/11/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1988, assegura que todo indivíduo tem o direito a alimentação e a uma vida de qualidade. Entretanto, problemas urbanos como a fome e as desigualdades sociais ainda persistem em escala global desde a Revolução Industrial. Nesse sentido, emerge um delicado problema em virtude das heranças históricas que contribuíram para a formação do cenário atual e do sistema capitalista perverso que intensifica a problemática.

Primeiramente, é válido ressaltar que acontecimentos históricos específicos contribuíram veementemente para o cenário hodierno. Conforme dados da ONG Ação Agrária Alemã, os países que mais sofrem com a má alimentação e a desigualdade social estão concentrados no continente africano. Sendo assim, é notório que esse impacto é resultado dos processos colonialistas que destruíram a cultura local e extraíram os recursos da região por séculos. Logo, toda essa opressão generalizada instaurou inúmeros problemas sociais, o quais ainda permanecem preocupantes.

Outrossim é imperativo pontuar que o sistema capitalista é um grande potencializador desses problemas. Em consonância com o filósofo Karl Marx, o capitalismo prioriza o lucro em detrimento de valores. Dessa forma, depreende-se que as iniciativas privadas que seguem esse princípio contribuem para o nefasto quadro atual, visto que suas políticas de concentração de renda e da competitividade pelo mercado se apropriam compulsivamente dos recursos das classes sociais inferiores e intensificam as disparidades sociais.

Infere-se, portanto, que, apesar de antigos, tais problemas permanecem vivos e são constantemente potencializados. Desse modo, a Organização das Nações Unidas - órgão de escopo mundial e incumbido de assegurar a paz - deve criar métricas humanitárias individuais para cada país com intuito de lançar ações em regiões críticas a fim de reduzir as desigualdade sociais e remover o maior número de países do mapa da fome. Todas essas metas devem se estabelecidas por meio de análises prévias e possuir datas limites para suas efetivações. Assim, os objetivos previstos no Direitos Humanos serão alcançados e o mundo se tornará mais justo.