Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 03/11/2020
Desde o Iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobliza com o outro,no entanto,quando se observa a fome e a desigualdade social no século XXI,vemos que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática.Seja pela ausência do Estado nas áreas mais carentes no que diz respeito à fome,ou falta de engajamento no combate a desigualdade no Brasil.Nesse sentido,convém analisarmos as principais consequências de tais atitudes negligentes na sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas dos problemas.De acordo com Aristotéles,a política deve ser utilizada para que,por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade.De maneira análoga,percebe-se que a fome é uma das facetas da desigualdade social,haja vista que apesar do Brasil ter saído do mapa da mesma em 2014,essa problemática ainda persiste no país,com 10,3 milhões ainda passando fome segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),principalmente por gestões econômicas mal elaboradas pelo Governo Federal.Ademais,os menos favorecidos que vivem em áreas favelizadas são esquecidos pelo poder público,marginalizando os mesmos e dando cada vez mais espaço para a desigualdade,e dessa maneira dificultando ainda mais a resolução do problema.
Outrossim,destaca-se a falta de engajamento do Estado no combate a desigualdade como impulsionador do problema.Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU),o Brasil é o sétimo país mais desigual do planeta.Fazendo uma análise mais profunda,constata-se que no país a falta de investimentos na área de educação e saúde nas áreas mais carentes estimula ainda mais a desigualdade,visto que essa parcela da população fica a mercê de uma minoria que detém os recursos ou fica na obrigação de recorrer às instituições privadas.Além disso,essa discrepância de ganhos entre a população está diretamente ligada à desigualdade,pois,ainda segundo a ONU,1% dos mais ricos concentram 29,3% da renda total do país,constatando assim esse desequilíbrio.
Diante do exposto,vemos que ainda há entraves na solidificação de políticas que visem a contrução de um mundo melhor.Com isso o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS),deve buscar a criação de mais projetos no combate a fome e pobreza com a ajuda do governo federal,colocando-os em prática nas zonas rurais e favelas,a fim de amenizar a desigualdade.Ademais,o Governo Federal junto ao Poder Legislativo,devem priorizar pautas relacionadas a desigualdade e buscar um maior investimento na infraestrutura de áreas marginalizadas,com a criação de escolas,hospitais e parques,promovendo uma melhor qualidade de vida com o intuito de diminuir essa desproporção social.