Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 03/11/2020
Há muito se comenta acerca da fome e desigualdade social no século XXI. Estas, que perduram até os dias atuais, são responsáveis por grande parte dos debates presentes - principalmente - em países emergentes e subdesenvolvidos que buscam possíveis soluções para a erradicação destas. Nesse enredo, pode-se citar dois problemas extremamente alarmantes quando incertos em um sistema capitalista que são o desperdício de alimento em quantidades degeneradas e a baixa quantia salarial paga ao setor primário da economia - aquele que a mantem de pé.
Por isso, ao analisar uma situação como essa, logo fala-se a respeito das grandes quantidades de alimento que são, diariamente, jogados fora enquanto poderiam estar sendo divididos da maneira correta, equilibrando a questão da fome no mundo. Mas, comentar sobre divisão é um tanto complicado, parece fácil dizer que é “só dividir” que resolve, pois envolve uma questão muito maior: a financeira. Assim, não basta somente dividi-los, há a necessidade de torná-los também mais acessíveis às populações mais carentes, é preferível “perder” o lucro sobre algo a perder milhares de vidas por falta destes.
Ademais, como tudo gira em torno do capital financeiro no século presente, precisa-se de uma reflexão quanto a distribuição de salários para os pequenos trabalhadores cujas forças de trabalho movem a economia do mundo inteiro, alavancando o turismo, a tecnologia, a pecuária, a agricultura, entre outros. Estes, labutam dia e noite trazendo o “pão de cada dia” para as mesas das famílias mundiais e necessitam de um auxílio maior para continuar realizando suas atividades comerciais e mantendo seus respectivos lares “de pé”.
Em vista dos fatos mencionados, conclui-se que embora seja complicada a resolução desses problemas, há situações que podem demandar em um decréscimo destes. Desta forma, pede-se a ONU que implante práticas contra o desperdício de alimento ao redor do globo, promovendo leis que valham por todo o território mundial, tentando destinar parte do que seria jogado fora àqueles mais necessitados. Já a questão da desigualdade social, cabe aos grandes proprietários a análise do tratamento que emprega aos seus trabalhadores, observando se estes recebem de acordo com o que operam ou se estão sendo explorados. Assim, quem sabe um dia, a população torne-se homogênea e não é em relação a dinheiro; a vida.