Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/11/2020

Em um episódio do desenho “Chaves”, os moradores se comovem ao descobrir que o pobre menino, interpretado por Roberto Bolaños, não tomava café da manhã há anos. Paralelo ao programa, hoje, esse cenário se repete na vida de muitos brasileiros que, devido à enorme desigualdade social, passam fome nas principais refeições do dia. Diante disso, é válido ressaltar que tal problemática é ocasionada pela falta de ações governamentais, além da grande concentração de riquezas existente na sociedade capitalista.

Em primeiro plano, é importante salientar que há uma grande defasagem econômica no Brasil. Nesse contexto, convém destacar o Keynesianismo, no qual o Estado interveio economicamente, em meio à crise de 1929, e evitou o colapso social. No entanto, o Governo brasileiro é adepto ao Liberalismo, isto é, permite que a desigualdade social e a fome façam parte do cotidiano do País, sem maiores esforços para conter tal quadro. Consequentemente, as populações menos favorecidas não conseguirão superar os obstáculos da sociedade e, indevidamente, a desigualdade só irá aumentar.

Ademais, o acumulo de capital é um dos principais fatores que contribuem para a existência desse abismo social. Nesse sentido, o filme “O Preço do Amanhã” retrata uma sociedade na qual o tempo é dinheiro e os ricos vivem para sempre, enquanto os pobres devem implorar por cada minuto de suas vidas. De maneira análoga, a atual sociedade apresenta uma concentração de renda que impede que os serviços e produtos de qualidade sejam distribuídos de maneira igualitária entre a população. Logo, sem mudanças sociais, a realidade apresentada no filme se perpetuará na vida dos brasileiros.

Destarte, medidas precisam ser tomadas para que o cenário distópico presente no País seja revertido. Para isso, os Ministérios da Economia e do Desenvolvimento Social devem criar um projeto socioeconômico de assistência às parcelas vulneráveis da sociedade, por meio do fornecimento de vale-alimentação e de uma renda mínima aos desempregados e às pessoas com renda inferior ao salário mínimo. Sendo assim, o intuito de tal medida é reduzir a extrema pobreza e dar base para que essa parcela social tenha condições de sair do momento de crise e, em sequência, melhorar a sua qualidade de vida. Com isso, o fato vivenciado por Chaves não será mais uma realidade marcada na casa da maioria dos brasileiros.