Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 03/11/2020

Uma sociedade invisível

Há quem afirme que em pleno século XXI problemas como a desigualdade social e fome já não sejam tão frequentes. Entretanto, o decorrer do tempo, juntamente com análises demográficas já mostraram nitidamente o contrário. Os dados divulgados pela ONG britânica de oxfam apontam que a partir do ano que vem os recursos adquiridos pelo 1% mais rico serão capazes de ultrapassar a riqueza de 99% da população.

Em primeiro lugar, deve - se atentar aos fatores que causam essa disparidade econômica, como a má distribuição de renda e recursos, falta de investimento nas áreas sociais e falta de oportunidade de trabalho. O que todos esses problemas tem em comum é a sua origem, já que, quando o governo não atua de maneira simultânea com o estado em pró da população, a tendencia é aumentar cada vez mais a desigualdade com os mais necessitados. Isso resulta em uma populações sem condições adequadas e negligenciadas pelo poder público, uma sociedade invisível.

Em segundo lugar, é importante estar ciente do impacto e extensão desse problema. Não é preciso ir muito longe para achar exemplos de lugares com a escala de desigualdade alarmante. Segundo dados divulgados pela Cepal, o Brasil e a América Latina apresentam o índice de pobreza atingindo 28% da população, são 167 milhões de pessoas, sendo 71 milhões pertencentes á pobreza extrema ou indigência.  Quando se está em uma situação de descaso e vulnerabilidade social como essa, a probabilidade de marginalização e esquecimento dessas pessoas é altíssima, o que dificulta mais ainda a chance de inserimento no mercado de trabalho e consequentemente melhoria de vida.

Portanto, para reverter uma situação como essa é necessária a participação ativa do governo e estado na economia, a favor das pessoas mais afetadas. Isso deve acontecer por meio de órgãos, programas para combater a fome, proporcionar moradia, e projetos que incentivem o progresso econômico dessas pessoas.