Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 03/11/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura que todo indivíduo tenha o direito à dignidade humana. Contudo, esse direito é colocado em questão quando as pautas são sobre a desigualdade social e a fome, uma vez que o acesso a esse direito nem sempre é uma realidade na sociedade brasileira. Nesse sentido, pode-se analisar que tal problemática decorre da má distribuição de renda, bem como a negligência governamental, sendo necessária combatê-las.
Em uma primeira análise, pode-se compreender que a má distribuição de renda no Brasil têm sido um dos grandes propulsores para que ocorra a desigualdade social. Nesse sentido, em um de seus discursos, Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da república disse: “O que me frustra não é o ódio que as pessoas estão vendendo ou tentando disseminar contra o PT. O que me assusta é um programa como o Bolsa Família ser tão odiado por uma elite que todos os dias joga comida fora”. Tal citação comprova-se atual e problemática frente à má distribuição de bens e o desperdício, tendo em vista que, aquele que possui maior capital, compra, na sua grande maioria, em excesso. Enquanto o que possui pouco poder aquisitivo, se vê obrigado a sobreviver, ás vezes, nem mesmo com o mínimo.
Faz-se pertinente, ainda, ressaltar a negligência do atual governo como outro fator e ser considerado. A escassez de fiscalização e investimentos no que tange à programas sociais como o “Bolsa Família” e o mantimento de outros como o “Fome Zero”, ambos criados pelo governo petista, têm contribuído para que o Brasil permaneça, desde 2018, no mapa da fome mundial, segundo um levantamento feito pelo IBGE. Nesse aspecto, a falta de investimento regular em políticas sociais, que deveria ser configurado como obrigatório pela Constituição Federal, perpetua-se no cotidiano brasileiro, fomentando a desigualdade e a miséria.
Sendo assim, diante dos fatos supracitados, torna-se indispensável a adoção de medidas que alterem o atual panorama no qual o país se encontra. O Governo Federal deve revisar periodicamente os programas sociais já existentes e investir em melhorias de acordo com as necessidades da população, a fim de que haja uma redução drástica no número de indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Além disso, é de suma importância que o Estado promova campanhas publicitárias por meio da mídia televisiva que apontem os dados sobre a questão do desperdício alimentar ensinando a população a consumir de maneira consciente, tal campanha deve estender-se à escolas e universidades, sendo trabalhadas com debates e palestras no âmbito educacional, para que seja possível exterminar o desperdício alimentício desde a base do país, que são os jovens futuros consumidores.