Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 04/11/2020

Segundo a Teoria Malthusiana, a população cresceria em ritmo acelerado, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. Ao passo que a população cresce, a produção de alimentos acompanha tal índice, entretanto a fome ainda tem números assustadores, fato que associado à desigualdade na distribuição de alimentos causa danos ainda mais severos. Nesse contexto, é essencial que encontrem-se medidas para combater essa problemática.

Mormente, a falta de políticas públicas que lutem contra a fome e a desigualdade é grave. De acordo com o pintor Van Gogh, “Grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações”. Embora seja um processo que demanda altos investimentos, um simples gesto de doar um almoço para um morador de rua, prova que é possível combater a fome. Desse modo, se os países seguissem o exemplo do Brasil, que criou programas de combate a fome (Programa Nacional de Alimentação Escolar), começando pelas crianças, a fome deixaria de ter impactos sociais críticos.

Além disso, a falta de terras férteis agregado ao acúmulo de capital, deixa regiões como a África em um cenário delicado. Conforme dados da ONG britânica Oxfam, em 2018, os recursos acumulados pelo 1% mais rico ultrapassarão a riqueza do resto da população mundial. É preciso ressaltar que, infelizmente a tendência é que essa situação se agrave ainda mais com a falta de investimentos no setor agrícola em países subdesenvolvidos. Dessa forma, uma redistribuição homogênea de recursos e de terras traria benefícios para maioria da população.

Portanto, é imprescindível dar início à ações contra a fome e desigualdade. Para que isso ocorra, é necessário que o Estado amplie programas como o PNAE, para que, principalmente as regiões periféricas sejam contempladas com esse recurso, a fim de combater a fome infantil. Ademais, cabe aquele 1% dos mais ricos, que invistam seus patrimônios em locais carentes, de modo que a circulação de capital aconteça, promovendo o desenvolvimento de toda população de forma igualitária. Assim, cenários de fome e desigualdade deixarão de ser um problema social para os países.