Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Pessoas que não possuem condições para suprir sua necessidades caloricas designam um agravante chamado fome, que é recorrente no século XXI. Diante disso, a desnutrição é observada em países desenvolvidos e mais frequente nos subdesenvolvidos, onde a baixa renda é comum, consequentemente dificultando a compra de alimentos básicos para os cidadãos. Esse cenário, é resultado da desigualdade social, onde há um uso exacerbado de um grupo de alta sociedade e a falta de condições para indivíduos que estão no índice da pobreza.

Embora hoje a produção alimentícia é em grande escala, é presente a fome no mundo, sendo que 690 milhões de pessoas passaram fome em 2019, segundo o relatório do Estado de Insegurança Alimentar e Nutricional no Mundo. É vigente que a distribuição alimentar em países desenvolvidos é desigual, onde a concentração desse bem se concentra nos centros urbanos e em contraparte há uma escassez em meios rurais, onde no Brasil a taxa de pobreza em agricultores rurais chega a 44% segundo a Organização das Nações para a Alimentação e Agricultura (PAO). Diante desses fenômenos, é agravante a desigualdade social que em consequência é atrelado aos problemas de fome no Brasil e no mundo.

Outrossim, é visto que a subnutrição é atrelado com o contraste social, onde um pode ser causador do outro. Muitos filmes representam esse problema, como é “O Poço”, onde um grupo está aprisionado em uma torre, onde devoram os restos de alimentos do nível acima. É visto no filme a critica em relação ao problemas alimentares no século XXI, dado que cada andar é uma classe social e os andares mais baixos são os que usufruem de menos quantidade de alimentos. Assim como na ficção, é atual esse cenário, mesmo que encontrem muita comida nas prateleiras, só os mais favorecidos conseguem desfrutar desses recursos, onde indivíduos mais carentes não obtém esse benefício por falta de capital.

Contudo, fica evidente que a fome e a desigualdade social no século XXI são problemas que devem ser reparados na sociedade. Portanto, cabe ao Poder Público que crie incentivos fiscais para empresas alimentícias, onde façam o recolhimento e a distribuição de cestas básicas para populações carentes, afim de reduzir os casos de fome no mundo. Além disso, é necessário que empresas junto ao Poder Legislativo agregue em seu espaço empresarial populações de extrema pobreza para reduzir a taxa de desempregados e por resultado contenha a desigualdade socioeconômica. Dessa forma, o mundo poderá diminuir os efeitos desses problemas e que cenários como o do filme “O Poço” se torne menos frequentes fora da ficção.