Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
Antes da Idade Contemporânea, a miséria e a desigualdade se via exacerbada, já que uma grande parte da civilização era estratificada, situação que gerava conflitos e guerras. No entanto, mesmo no século XXI, um período de significativa paz entre as nações e de muitos direitos conquistados, ainda é possível encontrar pessoas em situações deploráveis, sem o mínimo para sobreviver, e o Brasil não é um caso isolado. Essa problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de políticas públicas eficazes, seja pela falta de empatia e voluntariedade da sociedade em geral.
Preliminarmente, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Dessa forma, é possível perceber que, no Brasil, essa harmonia é rompida, pois, em várias regiões, principalmente no interior da região Norte e Nordeste, habitam famílias isoladas e desamparadas pelo Estado. Pessoas que passam dias sem alimentos e escassez de água, sendo isso evitado se houvessem leis sólidas e políticos compromissados.
Outrossim, destaca-se a falta de movimentos civis como impulsionadora do problema. Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Com isso, quando observa-se uma tentativa da população de conhecimento e participação solidária sobre o assunto da fome, tem-se a impressão que melhorias podem ser feitas com a expansão de campanhas e propagação do problema nas mídias ou instituições.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de um pais justo e sem miséria. Destarte, o Ministério da Cidadania, juntamente com o Ministério da Agricultura, deve fazer um mapeamento dos locais carentes e promover uma espécie de agricultura comunitária, em que famílias se juntam e cada um tem sua função no local, seja na colheita ou na venda do que, por ocasião, sobrar. Dessa maneira, será possível atender e ajudar a todos que necessitam, de uma forma coletiva e unificadora. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, eventos e gincanas com o intuito de arrecadação de alimentos para as famílias pobres do estado, além de palestras incentivadoras, que criem, desde jovem, a vontade das pessoas de ajudar o próximo.