Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 05/11/2020

Criado no fim da Segunda Guerra Mundial com o intuito de garantir a paz e o desenvolvimento mundial, a ONU (Organização das Nações Unidas), é uma organização intergovernamental que dentre suas diversas metas a serem cumpridas na sociedade, tem como uma das principais, a erradicação da fome no mundo até 2030. O programa “Fome Zero”, no entanto, parece estar longe de ser cumprido, uma vez que a alta taxa de pobreza e desigualdade social é, ainda, um dos maiores desafios a serem combatidos no cenário contemporâneo.

Em primeiro lugar, vale uma análise acerca da disparidade em relação à remuneração entre pessoas ao redor do globo. Segundo dados da OXFAM, uma ONG (Organização não Governamental) inglesa, aproximadamente 1% da população mais rica detém mais da metade da riqueza do mundo. Também, de acordo com a CEPAL (Central Econômica da América-latina e Caribe) cerca de 28% dos latinos vivem na pobreza. Esses números, portanto, refletem na alta parcela de indivíduos que encontram dificuldades para obterem uma renda básica e garantirem sua sustentação mínima diária.

Além disso, em relação ao seu atual objetivo para o combate e o fim da escassez de alimento e disparidade quanto a sua distribuição, a ONU, durante a pandemia do coronavírus de 2020, devido ao aumento de pessoas que sofrem de fome, chegando a mais de 690 milhões no total, atentou para possibilidade da meta não ser atingida. Dentre os maiores problemas para a organização, o desenvolvimento da agricultura de modo produtivo e sustentável, junto ao desemprego e a falta de avanço tecnológico, não estão possibilitando que a “Fome Zero” se concretize.

Destarte, é necessário que medidas, partidas do governo e de instituições, sejam tomadas. O Ministério da Agricultura deve criar programas, por meio do desenvolvimento da pesquisa e da tecnologia, para a produção de alimento de forma mais sustentável e produtiva. Outrossim, o Ministério do Trabalho, por intermédio de leis e diretrizes, deve tornar possível a criação de trabalho assalariado, visando o crescimento de cidadãos empregados e, consequentemente, aptas a sustentarem-se de forma igual e justa. Assim, o mundo, com apoio da ONU e de instituições governamentais, pode estar apto a conter as milhares de mortes diárias pela falta de sustento e extrema pobreza até 2030.