Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 04/11/2020
Ao longo do desenvolvimento das sociedades humanas, observa-se a marcante presença da desigualdade social. Na segunda metade do século XVIII, a população francesa padecia com uma intensa fome e descaso de seus governantes. Como consequência, eclodiu a Revolução Francesa marcando o início de uma nova dinâmica social e política que afetou todo o globo. Nesse sentido, compreende-se o quão problemática é a questão da desigualdade social e da fome, pois são as responsáveis pelo subdesenvolvimento de muitas sociedades.
De maneira análoga ao que ocorreu na França no século XVIII, no Brasil, é possível observar uma forte desigualdade social. Segundo dados publicados em 2017 pela ONG britânica Oxfam, a partir de 2018, os recursos acumulados pelo 1% mais rico ultrapassarão a riqueza acumulada pelo resto da população mundial. Esses dados são alarmantes, pois assim como na França o Terceiro Estado (Camponeses e Comerciantes) sustentavam o Segundo e Primeiro (Nobreza e Clero, respectivamente); assim, no Brasil e no resto do mundo a desigualdade social se torna cada vez mais acentuada, o que traz inúmeras consequências sobretudo às nações com um grau de subdesenvolvimento maior.
É interessante observar, que juntamente com o problema da desigualdade, ocorre o aparecimento da fome, que é causada não por falta de alimentos, mas sim, por falta de recursos por parte de muitas populações que vivem na extrema pobreza e também por parte de uma má administração de seus governantes. Nesse sentido, é interessante observar a filosofia de Kant sobre a valorização da vida humana em “A Metafísica dos Costumes”, pois como afirma Kant, um ser humano não pode ser usado meramente como um meio (instrumento) por qualquer outro ser humano. Sendo assim, compreende-se que é necessário que haja uma cooperação entre todos os países do globo, com o intuito de reduzir esses problemas e alcançar melhores condições de vida para as suas respectivas populações.
Portanto, para que esses problemas sejam reduzidos, é necessário que diferentes medidas sejam adotadas. A curto prazo, é necessário que a FAO (Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) promova ações de ajuda humanitária às nações que mais padecem com a fome, com o intuito de sanar esse problema até que essas populações tenham condições de sair da linha da pobreza. A longo prazo, é de suma importância que o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) realize parcerias, sobretudo, com os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, com o objetivo de promover melhorias nos serviços públicos essenciais, como educação e saúde, pois desta forma a população terá condições de melhorar seu padrão de vida e reduzir a desigualdade social e a fome.