Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 05/11/2020

O filme sul-coreano “Parasita” mostra a desigualdade social existente na Coreia ao retratar a vida de uma família pobre a qual trabalhava com a montagens de embalagens de pizza e ganhavam menos do que o necessário para mantê-los, desta maneira, estes vivam em condições extremas e com insegurança alimentar. No entanto, fora do cenário cinematográfico, essa situação é um fato inerente à sociedade atual, sendo uma problemática ocorrente não apenas pela deficiência na distribuição de alimentos, mas também pelo negligenciamento governamental acerca da parcela populacional sem condições de arcar com despesas alimentícias.

Em primeira análise, a deficiência na distribuição de alimentos é uma grande problemática, tendo em vista que em países pobres e subdesenvolvidos o poder aquisitivo concentra-se na parte da população com melhores condições sociais, evidenciando, assim, como a estrutura social desses locais é deficitária. Nesse contexto, esse fato pode ser comprovado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 3,6% dos brasileiros possuem insegurança alimentar grave, e, de maneira análoga, o Brasil é um dos países os quais possuem uma distribuição de rendas extremamente desiguais.

Ademais, o negligenciamento governamental acerca da parcela populacional sem condições de arcar com despesas alimentícias em função da desigualdade social é um impasse causado pela não aplicação das leis presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos, as quais asseguram a todos os seres antrópicos, independente da condição financeira, o direito a alimentação. Nesse panorama, é evidente como o governo negligencia as necessidades dos pobres em detrimento daqueles com grande poder de aquisição.

Destarte, para que a fome e a desigualdade social no século XXI sejam enfrentadas, é de extrema importância que o Ministério de Desenvolvimento Social trabalhe em bolsas alimentícias para pessoas que vivem em extrema pobreza para que a distribuição de alimentos seja feita de maneiro menos desigual. Além disso, urge que governo adquira produtos locais para movimentar a economia do país e, consequentemente, oferecer um maior poder aquisitivo às famílias negligenciadas. Nesse sentido, ao colocar todas essas medidas em prática, a fome gerada pela desigualdade social como mostrada no filme “Parasita” diminua bruscamente.