Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 05/11/2020
As contradições do século XXI
O processo capitalista, ao longo dos anos, impactou fortemente a civilização humana com esplêndidas tecnologias as quais salvam vidas, por exemplo, na área médica, e com o alcance de números extraordinários na produção de alimentos, os quais poderiam acabar com a fome no mundo. Entretanto, essas grandes conquistas não atendem o povo, atendem ao mercado, e criam contradições na sociedade, como a carência e a fome.
Assim, de acordo com a teoria da razão instrumental, formulada pela Escola de Frankfurt, a razão ocidental foi estabelecida e criada de uma maneira deletéria à sociedade, ou seja, o modo de pensar e de promover o progresso do homem causou consequências desastrosas para a civilização, como as guerras mundiais e a crise de 29, no século XX. Deste modo, a teoria dos pensadores “Frankfurtianos” pode ser justaposta ao século XXI, onde a maneira de pensar e promover o progresso volta-se para o lucro e para o mercado, causando novas consequências, como a desigualdade econômica e a fome.
Outrossim, é importante lembrar que tanto a desigualdade, como a fome são concomitantes ao luxo e ao desperdício de comida. De acordo com um estudo divulgado pela ONG britânica Oxfam “os recursos acumulados pelo 1% mais rico ultrapassaram a riqueza do resto da população”. Isto é, não existe falta de riquezas ou de alimentos, existe a má distribuição destes por parte dos órgãos públicos.
Evidencia-se, portanto, na sociedade do século XXI, a estruturação de um estilo de pensar destrutivo e a má distribuição de recursos. Assim, é papel dos grandes poderes administrativos, como a ONU, por meio de ações sociais, redistribuir e integrar, obedecendo a equidade, as riquezas produzidas no mundo. A partir do básico para se viver, as populações antes esquecidas participarão do mundo globalizado e impactarão na construção de uma nova razão, menos destrutiva e mais inclusiva.