Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/11/2020

O Império Inca, edificado há cerca de 5000 anos na América Latina, tinha por cultura ajudar os desfavorecidos. Em contrapartida, em pleno século XXI, a fome e a desigualdade social no Brasil constituem-se uma realidade. Sendo assim, essas mazelas são um retrocesso na história da humanidade, ora pelo contexto histórico de concentração de renda, ora pela não efetividade da Constituição Federal.

Em primeiro plano, a assimetria de remuneração não surgiu na contemporaneidade. Nesse sentido, cabe citar a Grécia Antiga, em que o poder e dinheiro se concentravam nas mãos do rei e elite, enquanto os servos sobreviviam com pouco. Desse modo, a nação brasileira não se difere ao mencionado, visto que a consolidação do capitalismo ampliou as disparidades, o que faz o patrimônio de poucos ser maior que o de toda a maioria da população junta.

Ademais, os direitos logrados pela lei maior do País não são cumpridos. Diante disso, a famosa charge de Miguel Paiva, (publicada na Folha de São Paulo) em que o pai lê o que a CF garante - como moradia, comida e saúde - e não possui na vida de sua família, retrata o sofrimento do povo brasileiro. Logo, as garantias determinadas pelo Poder Legislativo não são aplicadas pelo Poder Executivo, o que perdura a miséria e a não igualdade.

É imprescindível, portanto, medidas a fim de solucionar o impasse. Posto isso, cabe ao Poder Público, por meio de debates e conferências, estudar os fatores históricos da fome e promover estratégias de combate - com incentivos às Organizações Não Governamentais (ONGs) - com o intuito de reduzir casos de desnutrição. Além disso, as prefeituras, mediante órgãos municipais, devem aumentar a abrangência de programas sociais, como o Bolsa Família. Feito isso, as discrepâncias exponenciais serão erradicadas e, assim como os antepassados do Peru, o altruísmo em prol do bem-estar geral retornará.