Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 10/11/2020
A fome é causada por longo tempo sem comer e falta de acesso de alimentos, além disso, anda lado a lado com a desigualdade social. Em âmbito mundial, cerca de 756 milhões de pessoas vivem em situação de subnutrição, tal realidade acaba afetando diretamente crianças e gravidas que passam por tal situação. É notório que a causa da fome e desigualdade social no século XXI esta relacionada com a distribuição de alimentos e politica públicas.
A priori, a Revolução Verde que ocorreu na década de 50 foi um avanço importante para a agricultura, pois, por meio de tecnologia no campo aumentou a produção alimentícia. No entanto, a superprodução de alimentos não foi o suficiente para erradicar a fome no mundo, visto que o problema se concentra na má distribuição deles. Além disso, de acordo co a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, ¼ do que é desperdiçado conseguiria alimentar a população que passa fome e ainda sobraria alimento. Assim, é notório que a Revolução Verde foi necessária, mas ainda há entraves para mitigar essa problemática.
Ademais, como exposto anteriormente a subnutrição é uma problemática que afeta diretamente o desenvolvimento cognitivo das crianças. De acordo com a Nações Unidas, 155 milhões de crianças vivem em subnutrição crônica, a consequência no desenvolvimento afeta a capacidade de pensar e aprender, interferindo assim na sua educação. Em contrapartida, a educação sob a ótica de Imannuel Kant, apresenta poder na vida do homem, concedendo-lhe a possibilidade de transformar a realidade. Dessa maneira, a desnutrição pode comprometer o desenvolvimento escolar e social do cidadão deixando ele a margem da sociedade. Assim, tornando-se vitima das politicas publicas.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas e permanecer ao longo dos mandatos para auxiliar na diminuição da fome e desigualdade social. Por meio de leis, o governo deve estabelecer metas de distribuição de alimentos desde do campo a fim de controlar a distribuição inciando-se no setor primário. Logo, cabe ao Poder Público renovar programas que auxiliam na distribuição de renda e alimentos, como o Bolsa Família e Fome Zero, para que mais pessoas tenham acesso a boas oportunidades futuras, como melhores empregos, aumento da renda e melhores condições de vida. Dessa forma, o Brasil poderá mitigar os efeitos dessa problemática e usufruir de um país plural.