Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 05/11/2020

O poema de Carlos Drummond de Andrade " No meio do caminho", relata de forma sensível a existência de uma pedra que dificulta a passagem pela estrada. De forma semelhante é possível comparar a pedra aos problemas que afligem a sociedade, inclusive a fome e a desigualdade social, causados, sobretudo, pela má distribuição de riquezas e a falta de investimento financeiro nas regiões mais pobres, e esses fatores contribuem para um mundo mais injusto. Sendo assim, é obrigação das nações estabelecerem medidas para arrecadarem mais dinheiro dos mais ricos e distribui-lo melhor entre as pessoas.

Em primeiro plano, a má distribuição de riquezas faz com que a maioria da sociedade não tenha acesso aos direitos garantidos por lei, por exemplo a propriedade. De acordo com a Folha de São Paulo, o Brasil ocupa um dos primeiros lugares no rank de desigualdade social, e um fato que colabora para tal circunstância é que 1% da população tem o domínio de 50%, aproximadamente, das terras brasileiras. Sob esse viés, é perceptível que essa concentração fundiária faz com que muitos cidadãos não tenham direito a uma moradia, infelizmente.

Além disso, a falta de investimento financeiro nas regiões mais pobres deixam muitas pessoas abaixo da linha da pobreza, aumentando o número de famintos. A exemplo disso, temos o continente Africano, o qual, segundo a BBC News, serve como uma reserva de extração para os países mais ricos, e esse fator faz com que poucos investimentos sejam feitos naquela região. Por consequência, por não existir maneiras daquele povo conseguir uma fonte de renda, eles passam a viver em condições precárias, tornando-se um dos lugares com maiores índices de fome do mundo, o que é lastimável.

Logo, cabe a Organização das Nações Unidas, com apoio dos países, propor um aumento nas arrecadações de impostos sobre pessoas físicas e empresas mais ricas e diminuir a taxação sobre os mais pobres. Nessa perspectiva, seria viável anular os tributos para quem ganha até 4 salários mínimos e a partir disso poder reinvestir parte do capital acumulado em regiões com os maiores índices de pobreza. Espera-se com essa ação diminuir a desigualdade social e a fome, criando uma sociedade mais igualitária, e assim conseguir retirar essa pedra do meio do caminho da humanidade, a qual tanto atrapalha seu progresso.