Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

O desencadeamento da Revolução Francesa no século XVIII, se deu principalmente pelo aumento da desigualdade entre os três estados- clero, nobreza e o povo- e pelo agravamento da fome que ceifou muitas vidas, sendo essas majoritariamente do terceiro estado. Apesar de ter passado cerca de dois séculos e meio do ocorrido supracitado, a fome e a desigualdade social ainda permanecem, como agentes responsáveis pelo crescimento da morte mundial por subnutrição e como obstáculo do desenvolvimento social para os menos favorecidos.

Segundo o Índice Global da Fome de 2014, mais da metade das nações estão em estado sério e alarmante de fome em seus territórios. Esse dado é de extrema importância, pois externa que vários habitantes dessas nações, predominantemente africanas, estão fadados a morrerem de subnutrição, já que é comprovado que o organismo necessita de nutrientes para a sua subsistência, tais como carboidratos na produção de energia para os deveres diários, lipídeos como reserva de energia corpórea e proteínas na formação estrutural do organismo. Se for levado em consideração que parte desses habitantes é composta por crianças, outro fator que contará é o impacto negativo no seu desenvolvimento, e a ascensão de doenças relacionadas a subnutrição, como anemia e o raquitismo, já que a infância é a fase de maior trabalho metabólico para a formação do organismo.

A desigualdade social consiste na condição de subsistência entre dois grupos, os que mais possuem riquezas, e os que menos possuem, sendo suas rendas um importante índice de medida. Isso é visível quando se analisa os dados da ONG britânica Oxfam, que cerca de 1% da população detém sozinha a  soma de toda a riqueza dos 99% de habitantes restantes. Isso implica numa desproporcionalidade imensa, já que priva a maior parte de investir em seu desenvolvimento, como o estudo, saúde pública, condições adequadas de saneamento básico e sua sobrevivência por meio de uma moradia digna e alimentação saudável. Tais pessoas dificilmente formam um curso superior, não possuem uma saúde de qualidade, suas moradias são precárias e sua alimentação prejudicada, sendo que as vezes não há.

Sendo assim é de extrema importância a atuação da ONU em conjunto com os governos locais de países menos afetados pela fome, na doação de alimentos para as nações em maior estado de alerta, por meio de campanhas nos países remetentes, com intuito de receber da população doações desses alimentos, tendo como base o objetivo diminuir e até mesmo erradicar a fome nesses países. Também é mister a atuação dos governos locais, na distribuição de benefícios sociais, tais como bolsas de estudo e maiores oportunidades de emprego para a população á margem da sociedade, com o objetivos de eleva-los socialmente, seguindo um rumo diferente da Revolução Francesa.