Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 06/11/2020

A Rio+20 - ocorrida em 2012 - foi uma Conferência das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável e, entre as 20 medidas que os países concordaram em efetivar, duas estão relacionadas a fome e desigualdade social. A primeira se refere a segurança alimentar e nutricional (promover sistemas alimentares sustentáveis) e, a segunda, o combate à pobreza ao promover a educação em nível global. Entretanto, esses tópicos ainda persistem nos dias atuais, sendo as causas mais complexas do que se apresentam, sendo dever do Estado reverter esse vitupério aos direitos humanos.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, o número de pessoas sem alimentos suficientes atingiu 820 milhões em 2018, ou seja, 1 em cada 9 pessoas passa fome no mundo. Vale ressaltar que, a maioria da população subnutrida se encontra em áreas rurais e, isso se deve a concentração da propriedade fundiária que impede famílias a ter acesso aos meios de produção, como a agricultura de subsistência. Portanto, o problema está na distribuição de renda e de alimento, pois a produção atual é capaz de suprir toda a população mundial.

Ademais, um bom exemplo de que a desigualdade nem sempre está atrelada a pobreza é a China. O país entrou com projetos para diminuir a miséria - conseguiu até certo ponto - mas a desigualdade aumentou drasticamente (principalmente por ser uma iminente potência mundial). Em contrapartida, a fome está fortemente ligada ao desequilíbrio social, pois pessoas que são privadas de uma alimentação minimamente nutritiva, tem a sua capacidade cognitiva e de força de trabalho reduzida, o que afeta diretamente a desproporção de renda.

Medidas, portanto, devem ser feitas para resolver esse impasse. Primeiramente, deve-se ter ciência que essa problemática requer várias linhas de ações diferentes, por ter como fruto e consequência a instabilidade política e social. Logo, uma das soluções é aumentar a distribuição da renda interna (principalmente no campo) de forma a promover o desenvolvimento e produtividade dos pequenos produtores. Como consequência, amplia-se a demanda de trabalho, gera mais empregos e aumenta o poder aquisitivo dos indivíduos no acesso à alimentação. Portanto, é necessário um trabalho contínuo e extenso, que atue sobre diferentes aspectos sociais e que se molde a realidade de cada país, tendo como fator comum suprir as necessidades básicas mundiais.