Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 06/11/2020
Segundo o artigo 3 da Constituição Federal, está proposta para a sociedade a erradicação da pobreza, marginalização e desigualdade social. Todavia, observa-se um problema na execução da lei, já que os índices de fome e diferenças de classes só têm aumentado. Sendo assim, percebe-se um cenário desafiador, seja em virtude do sistema capitalista, seja pela falta de debates.
Sobre esse viés, pode-se apontar como empecilho para consolidação de uma solução, o sistema capitalista. Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa sociedade. Não diferente da ficção, analisa-se aspectos semelhantes no que tange a questão da fome e desigualdade social no Brasil. Ademais, nessa temática, vê-se a ausência de debates. Nesse sentido, Habermas traz a contribuição relevante de defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que essa problemática da fome e da desigualdade seja resolvido, faz-se preciso debater sobre. No entanto, há uma lacuna no que se refere a esse tema, que ainda é muito silenciado. Assim, trazer à pauta esse assunto e debatê-lo amplamente aumentaria as chances de atuação dentro da situação indesejada. Portanto, medidas precisam ser para que haja uma transformação nesse histórico completamente deficitário.
Porquanto, como solução, é imprescindível que escolas, em parceria com a prefeitura promovam um espaço para rodas de conversas e debates sobre o assunto dentro do ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores e especialistas da no tema. Além disso, tais ações não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, afim de que mais pessoas compreendam essas indagações e se tornem cidadãos mais atuantes na busca por resoluções. Por fim, ressalta-se a relevância de resolver o contratempo do momento atual, pois, como disse Martin Luther King: “Toda hora é hora de fazer o que é certo”.