Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a fome e a desigualdade social, no Brasil, hoje em dia, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pelo desperdício de alimento, seja pela má distribuição de renda.
De início, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o desperdício de alimentos tanto pelos consumidores quanto os supermercados rompe com essa harmonia, haja vista que ocorrem durante as etapas de distribuição, armazenagem e consumo. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), uma em cada oito pessoas passam fome no mundo, enquanto um bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados todos os anos.
Outrossim, é válido ressaltar que a má distribuição de renda como impulsionadora do problema. Conforme o Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a má distribuição de renda, principalmente na região Nordeste, traz consequências como: a favelização, desnutrição, desemprego e/ou miséria, devido a baixa atuação das autoridades como o Estado, já que, é responsável por garantir o bem-estar, a segurança, a educação e saúde da população. Segundo o IBGE, a desigualdade de renda cresce no Nordeste e diminui nas demais regiões brasileiras.
Urge, pois, reconhecer a fome e a desigualdade social no Brasil. A fim de reverter esse quadro, o Governo, deve investir na maior fiscalização da rede de supermercado, por meio da disponibilidade de verbas e instituir campanhas sobre o combate ao desperdício de alimentos pelos consumidores, por intermédio de panfletos e mídia, que alcançam grande parte da parte da população. Aliado a isso, o Tribunal de Contas da União direcione o capital, por intermédio dos setores governamentais, para ser revertido em políticas públicas, através da distribuição de renda para as regiões menos favorecidas como o Nordeste, para minimizar a fome e a desigualdade social.