Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 06/11/2020
No filme Bacurau percebe-se uma crítica ao mundo contemporâneo, como os moradores são esquecidos na cidade pelos políticos, além da visão que os gringos e pessoas do sul tem do nordeste brasileiro, sendo superior aos nordestinos. Fora da ficção, a fome e a desigualdade continuam presentes na sociedade, e na obra observa-se o descaso do governo para com a povo do município que procuravam viver em paz na localidade. Isso acontece não somente nas longas-metragens, como também no Brasil em razão da globalização e da concentração de riquezas na mão de poucos.
Em primeira análise, um dos desejos de Milton Santos era construção das relações humanas baseadas em solidariedade, tomando como o ponto a globalização, sem descartar a base técnica e econômica. Nesse contexto, ao contrário do que o geógrafo tem em mente, nota-se uma desunião que aflora no sentido social, essencialmente no campo da fome e da desigualdade, que são cada vez mais presentes e precisam ser atenuadas pelo governo, com novos projetos que beneficiariam essa camada da população.
Em segunda análise, em 1850 foi promulgada a lei de terras na qual teria como propósito deixar todas terras improdutivas para o império, adquirindo somente por meio do capital, favorecendo assim a elite que poderia comprá-las. Nessa linha de pensamento, verifica-se esses resquícios históricos até a contemporaneidade, uma vez que a concentração de riquezas permanece, acarretando problemas sociais que impede o povo brasileiro desenvolver ainda mais, que poderia ser por meio da alimentação ou pela participação maior nos papéis da sociedade pela educação. Indubitavelmente, a fome e a desigualdade é uma dificuldade que precisa ser resolvido, já que perdura por mais tempo que deveria.
Assim sendo, em vista dos argumentos apresentados, medidas são necessárias. Urge ao Ministério da Economia investir em projetos que diminuem a problemática da fome e desigualdade, por meio de campanhas em áreas onde a pobreza é acentuada, visando demonstrar o apoio do governo com essa camada população criando eventos beneficentes e palestras na presença de sociólogos e psicólogos, conversando sobre os passados históricos e refletindo sobre a própria sociedade, a fim de melhorar a condição dessas pessoas. Portanto, tomando a providência discutida, o cenário de Bacurau não fará mais parte da realidade.