Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

O direito à alimentação no Brasil é assegurado pela Constituição Federal de 1988, entretanto é notório que ele é violado todos os dias e tal situação pode ser comprovada em alguns minutos andando pelas ruas do país. Nesse sentido, percebe-se que infelizmente os brasileiros não são os únicos que sofrem com a violação de um direito básico, o mundo inteiro está presenciando crianças, adolescentes, adultos e idosos sem terem o mínimo para sobreviver e compreendendo que o maior problema mundial nesse aspecto é a má distribuição da alimentação e do capital, que corrobora com a fome e com a desigualdade social no século XXI, tornando necessário uma intervenção que amenize tal situação.

De início, entende-se que os paulistas possuem um programa em particular que diminui a fome e coopera com a população mais pobre e de rua, o Bom Prato, que cobra um valor simbólico de 1 real pelo café da manhã e pelo almoço. Contudo, essa não é a realidade brasileira e mundial, sabe-se que a falta de alimentos não é o problema em si, pois de acordo FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) o planeta tem alimentos suficientes para suprir os mais de 7 bilhões de seres humanos. Mas não o faz, pois está preso em um sistema econômico que necessita dessa desigualdade alimentar e social, provocando ações que são soluções superficiais e que não necessariamente significam ruins, mas que não resolvem o problema, como o programa Bom prato.

Dessa forma, é possível citar a série ´´O expresso do amanhã´´, em que os únicos humanos que sobreviveram as mudanças climáticas congelantes vivem em um trem que os separa em classes sociais baseados nos vagões, ademais, a parcela mais desfavorecida passa fome, humilhações, falta de luz, etc. Fora das telas, é notável a semelhança com os tempos atuais, o mundo no século XXI é dividido por letras (A,B,C,D,E…), além da sua notável diferença de renda, que demonstra a ineficácia do Estado perante a um problema muito antigo (que se agrava dia após dia), suavizando problemas sociais profundos com programas que são bons, mas ineficientes na real solução, já que o possível observar a disparidade de renda entre as famílias mais bastadas e as que não são.

Portanto, fica evidente que os habitantes do planeta Terra sofrem com a má distribuição de renda e de alimento, algo mascarado e negligenciado. Nesse sentido, cabe ao Estado e a ONU (no âmbito internacional) promoverem um maior acesso ao mínimo para todos os cidadãos, por meio de um programa com as pessoas mais ricas do planeta, arrecadando fundos e ajudando na diminuição da fome e das desigualdade sociais, a fim de garantir um direito humano (que no Brasil é garantido na Carta Magna) e que já deveriam ter sido drasticamente diminuído. Desse modo, as pessoas teriam maior plenitude e evitariam desgastes em suas vidas que nunca deveriam ter acontecido.