Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/11/2020

No filme “O menino que descobriu o vento” o protagonista, William, vê-se diante de uma necessidade, pois, o tempo destinado a sua educação deverá ser substituído pelo trabalho braçal no cultivo de alimento de sua família. Fora de ficção, esse é um cenário que infelizmente, é frequente no mundo. Com isso, percebe-se que a fome e a desigualdade social caminham lado a lado, seja pela má distribuição de renda e pela falta de políticas públicas focada nos mais vulneráveis.

Para Karl Marx, o mundo sempre foi dividido em grupos, os dominantes que seriam a burguesia e os dominados que seriam os proletariados. Ou seja, Karl Marx aponta que há um sistema capitalista em que a classe trabalhadora é explorada pela burguesia.

Nesse sentido, surge a desigualdade social econômica, causada pela má administração da distribuição de renda. Visto que, boa parte da renda do país está nas mãos de um pequeno grupo social de alta hierarquia, e o restante da renda é dividida entre as demais classes social. Ademais, em países marcados por desigualdade econômica tem como uma das principais consequência a fome. Segundo o relatório de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas, divulgado em 2019, diz que o Brasil está em segundo lugar do ranking em má distribuição de renda, atrás apenas do Catar.

Em 1948 foi reconhecido pelo Pacto Internacional de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Culturais, ratificado por 153 países, a responsabilidades do Estado para a efetivação da alimentação adequada de todos os cidadãos. A última edição do relatório, O Estado da Insegurança Alimentar e Nutricional no Mundo, estima que quase 690 milhões de pessoas passaram fome em 2019.

Portanto, cabe reconhecer, que a fome não ocorre exclusivamente em países ou regiões pobres, como na África e Ásia, onde se concentra as maiores taxas de subnutridos. Pelo contrario, a fome se manifesta nas periferias de grandes e pequenas cidades de países ricos ou emergenciais. A consequência desse cenário, está no fato de que muitas crianças e adolescente ainda encontra-se nas ruas “trabalhando” para garantir a própria comida.

Torna-se evidente, portanto, que a fome e a desigualdade social apresentam entraves que precisam ser revertidos. Desta forma o Governo Federal deve promover a fiscalização de gastos e tributação a fim de reduzir os benefícios que os ricos tem. Com a politica fiscal reforçada teremos a distribuição igualitária para todas as classes sociais. Além disso, cabe ao Estado a implantação de projetos que abranja apenas a população vulnerável, promovendo mais oportunidades de desenvolvimento, trabalhos e o aumento da produtividade nas pequenas fazendas familiares.