Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 18/11/2020

Em 1948 a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que consiste em garantias jurídicas universais que protegem indivíduos e grupos contra ações ou omissões dos governos que atentem contra a dignidade humana. Todavia, apesar dos esforços da organização e das nações, tais direitos não são amplamente assegurados na prática tendo em vista que a fome e a desigualdade social são problemáticas que ainda persistem no século XII, tanto em território nacional quanto internacional, e ferem profundamente a dignidade humana defendida no documento.

Primeiramente, é necessário explicitar que a situação de vulnerabilidade provocada pela pobreza impacta no desenvolvimento dos indivíduos que encontram-se sem acesso a saneamento básico, à recursos naturais, à saúde, alimento, entre outros. A fome é um dos grandes indicadores da pobreza. Os alimentos, apesar de existirem e serem o suficiente para a população mundial, tem seu acesso dificultado, além de serem desperdiçados durante toda a cadeia (no pós colheita, processamento, comércio, preparo e consumo). Com o avanço da tecnologia há a facilidade do aumento da produção alimentícia, entretanto faltam políticas que sejam realmente efetivas para sua distribuição igualitária.

Outrossim, visto que a fome e a pobreza se relacionam entre si, faz-se mister a atenção ao fato de que a redução da carência de um país pode não ser diretamente proporcional a diminuição da desigualdade social nele. Isso porque apesar da possibilidade de retirar as pessoas da situação de extrema miséria, a porcentagem do grupo mais rico do lugar continua enriquecendo, o que contribui para a manutenção do abismo da desigualdade social nele. Este é o caso do Brasil, que embora promova uma série de programas com o intuito de mitigar a problemática e de combater a pobreza e sair do mapa da fome da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), permanece na luta contra esse cenário.

Fica evidente, portanto, que a fome e a desigualdade social no século XXI é um problema não só de saúde pública, mas também econômico e social. Deste modo, é essencial que o Poder Público se empenhe para renovar e reforçar programas de distribuição de renda e alimentos, como o Bolsa Família e Fome Zero, para democratizar o acesso a novas oportunidades e melhores condições de vida. Além disso, para a mitigação da desigualdade é necessário que o Estado, e seus três poderes, trabalhem juntos para propiciar a redução de grandes fortunas, taxar devidamente heranças, investigar e punir duramente a sonegação de impostos e discutir acerca da reforma agrária. Talvez assim seja exequível a proteção com mais afinco da dignidade humana que a Declaração dos Direitos Humanos defende.

Portanto, a fim de reduzir