Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/11/2020

‘‘Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo’’. O argumento de Marx leva ao pensamento de que é preciso transformar o mundo. Nessa perspectiva, ao se discutir sobre a fome e a desigualdade social no século XXI, o ponto fundamental é: a ascensão da burguesia durante o fim da Idade Média, aliada ao poder ideológico e econômico adquirido sobre o proletariado marcado pela Revolução Francesa e pela Revolução Industrial, respectivamente, contribuiu para alavancar o desnível dessas classes sociais que continuou a se agravar durante a contemporaneidade. Com isso, o que se observa é essa disparidade se intensificar com a passividade do Estado, seja em manter interesses privados, seja em atender às pressões dos privilegiados.

Dentro desse contexto, destaca-se a ideia de que a elite, como forma de apaziguar as revoltas populares, propõe medidas de mudanças ineficientes que visam melhorias na convivência social, porém tais condutas se moldam como intensificadoras do processo de concentração financeira. A partir disso, pode-se mencionar a Revolução Verde de 1950, cujo propósito era reduzir, quiçá, anular a fome no mundo, com investimentos feitos em tecnologias de produção, contudo o conjunto desses equipamentos e das comidas concentra-se nos países centrais e distancia-se dos países periféricos. Assim, com tais situações expostas, torna-se evidente a necessidade da desconstrução desse ambiente,o qual se deve ao pedido, tanto do objetivo inicial, quanto do acesso aos aparelhos de ponta.

Antes de lançar avaliação precipitada sobre tal questão, é preciso entender que, em contrapartida, devido ao tamanho da população, há a justificativa de que não se tem tecnologia de produção suficiente para disponibilizar a todos, sendo a desigualdade, um fenômeno inevitável. Toda essa argumentação sustenta-se na Teoria Malthusiana, a qual aborda que o número de alimentos cresce em progressão aritmética e o aumento da quantidade de habitantes é em progressão geométrica, proporcionado a problemática. Desse modo, é possível que tal raciocínio possa explicar essa situação, com base na procura do Governo em limitar ainda mais o crescimento populacional, como forma de frear esse caso.

Portanto, é imperativo que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento invista na partilha dos alimentos, por meio de parcerias com empresas privadas desse ramo destinadas à prática desse projeto, além de procurar reorganizar a divisão de maquinarias agropecuárias modernas pelas regiões, de forma mais homogênea, tudo isso, com o fito de viabilizar o acesso à alimentação e,contudo, mitigar o desamparo social. Ademais, é importante o auxílio do Ministério da Educação no que tange ao reforço dos valores e da cidadania aos alunos, por intermédio de palestras e propagandas, de modo a instrui-los a reivindicar direitos básicos disponíveis na constituição de 1988, reprimindo essa injustiça.