Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 09/11/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a fome e a desigualdade no Brasil, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da baixa atuação governamental, bem como a acumulação de riquezas na mão de poucos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a fome deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é o responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, grande parcela populacional acaba sendo esquecida, vivendo em mercê das péssimas condições de vida, sem um contato direto com saúde de qualidade, saneamento, e gêneros alimentícios básicos.

Ademais, é imperativo ressaltar a acumulo de capital como promotor do problema. De acordo com estudos divulgados pela Cepal (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), a pobreza atinge cerca de 28% da população latino-americana, e cerca de 71 milhões se encontram em pobreza extrema. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que os recursos acumulados por 1% mais rico, ultrapassam a riqueza do restante da população, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a fome e a melhoria no que diz respeito as desigualdades econômicas, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, seja revertido em verbas para atender a população em calamidade, bem como o financiamento de ações sociais, visando as respectivas necessidades básicas da sociedade. Além de, possíveis mecanismos, por parte do governo, visando uma melhor distribuição de renda. Para que desse modo, a médio e longo prazo, a Utopia de More seja alcançada.