Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/11/2020
Todo indivíduo tem direito à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia e lazer, segundo o artigo 6 da Magna Carta brasileira. Todavia, a prática deturpa a teoria uma vez que o Brasil é um dos cinco países mais desiguais do mundo, ou seja, boa parte da população não possui acesso aos direitos básicos garantidos pela constituição. Infelizmente, tal realidade continua sendo alimentada em nossa sociedade, seja pela falta de investimento na área social, seja pela má distribuição de renda.
A falta de investimento em setores públicos é um dos maiores propulsores de desigualdades sociais no Brasil. De acordo com o portal de notícias G1, o governo prevê cortes de verba na área da educação e saúde para o ano de 2021. Essa atitude não é inédita e caracteriza o desmonte dos serviços públicos nos país, que se mostra extremamente danoso e excludente, pois, quando um país não consegue atender as necessidades básicas de grande parte de seus cidadãos, tampouco poderá prosperar de forma equitativa.
Outrossim, a concentração de riqueza nas mãos de uma pequena parcela da população escancara a impraticabilidade de direitos sociais inalienáveis garantidos em lei, bem como a alimentação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, após alguns anos, o Brasil retornou ao mapa da fome, ou seja, pelo menos 5% da população convive diariamente com uma alimentação precária ou inexistente. Tal realidade é inaceitável, haja vista, este país ser um dos maiores produtores de alimento do mundo e ainda sim, seus cidadãos padecem por fome.
Urge, portanto a solidificação de políticas com efeito mitigatório para as desigualdades presentes na sociedade. À vista disso, o Governo Federal em parceria com o MEC, deve criar políticas de combate à fome, a pobreza e promoção da educação, a fim de concretizar um projeto de desenvolvimento e diminuição de disparidade social, por meio de distribuição de renda em programas sociais, maior qualidade de ensino que possibilita inserção futura no mercado de trabalho e geração de emprego para recuperação de poder aquisitivo. Somente assim a nação progredirá.