Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 10/11/2020
No documentário “Histórias da Fome no Brasil”, dirigido por Camilo Tavares, é apresentada a linha do tempo relacionada à fome no país, desde a época do período colonial até a saída do Brasil do Mapa da Fome, feito pela ONU. Além disso, a obra demonstra as dificuldades enfrentadas pelos indivíduos atingidos pelo problema, evidenciando as desigualdades sociais brasileiras. Dessa forma, é imprescindível que as questões da fome sejam discutidas com o máximo de cautela e seriedade, oferecendo igualdade social para todos os membros da sociedade.
Em primeira análise, pode-se citar que existem milhões de pessoas em situação precária no Brasil. No período de 2017 a 2018, de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a fome no Brasil atinge 10,3 milhões de pessoas. Dentre as causas mais aparentes, tem-se o difícil acesso aos meios de produção pelos trabalhadores rurais, a instabilidade política, além da antidemocrática divisão dos bens no país, marcada pela concentração de riquezas nas mãos dos mais ricos.
Ademais, é necessário citar a contribuição da sociedade para a fome existente atualmente. Seguindo a teoria de Zygmunt Bauman, demonstra-se que muitas pessoas são consumidas pelo egoísmo, visando apenas a satisfação pessoal. O capitalismo tem sido uma arma de grande destruição, tendo consequências como o consumismo, a obsolescência programada e o individualismo. Diante dessa realidade, parte da população que possui condições necessárias para a compra de necessidades básicas é “sugada” para dentro da modernidade líquida, colocando suas necessidades em primeiro plano e ignorando os problemas sofridos por indivíduos mais pobres.
Logo, é imperioso que a questão da fome seja resolvida urgentemente no Brasil. Dessa forma, o Ministério do Desenvolvimento Social deveria garantir a proteção dos cidadãos carentes por meio da criação de programas, benefícios e projetos mais eficientes que envolvam a todos, sem exceções, visando garantir necessidades básicas, dentre elas, a alimentação. Com isso, seria possível redistribuir melhor a reserva alimentícia do país, excluindo o favorecimento e atingindo a igualdade social.