Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

No livro Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus retrata a sua batalha diária contra a fome e a realidade de extrema desigualdade em São Paulo. Essa realidade atingiu quase 690 milhões de pessoas no mundo em 2019. Porém, o problema da fome não está relacionado com a falta de alimentos e sim, com a desigualdade social.

Segundo a ONU para Alimentação e Agricultura, um quarto dos alimentos desperdiçados o mundo seria suficiente para alimentar toda população que passa fome. Isso mostra que o real problema da fome é que as pessoas não tem dinheiro para comprar comida, uma vez que os países mais afetados sofrem com a pobreza. Sendo assim, é possível perceber que a desnutrição é fortemente atingida pelo desemprego e a má distribuição dos alimentos, que são exportados para os centros urbanos das regiões mais ricas, deixando a população à mercê da agricultura familiar.

Ademais, os países latinos estão entre os maiores produtores de alimento e mesmo assim, enfrentam a fome. Isso acontece pois são países muito desiguais, tendo quase um terço da renda nas mãos de 1% dos mais ricos. Logo, a população rural não tem acesso à terras para produzir e a urbana não tem renda para comprar os alimentos, que acabam sendo descartados. Entretanto essa minoria mais rica quer se beneficiar cada vez mais, não estando disposta a fazer mudanças.

Portanto, é preciso que o Governo dos países afetados pela fome tomem medidas para diminuir a desigualdade, criando programas como o Bolsa Família, que levará renda para a população mais pobre, diminuindo a concentração de renda e consequentemente a fome.