Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/11/2020

Segundo o sociólogo brasileiro Herbert José de Sousa, " quem tem fome tem pressa". A frase, mesmo sendo pronunciada no início dos anos dois mil, preserva a ideia de sobrevivência de uma população. Não tão longe da realidade, a persistência da fome e desigualdade no século XXI, são  problemas ignorados e deixados de lado, especialmente, quando se preserva na estrutura política uma má gestão em fornecer políticas públicas de acesso ao consumo aos cidadãos, bem como a concentração de terras subjuga padrões alimentares ao restringir populações à insegurança alimentar.

Em primeiro lugar, é valido citar o Relatório da ONU(Organização das Nações Unidas), emitido no ano de 2018- segundo as estatísticas, aproximadamente, cerca de 820 milhões de seres humanos no planeta têm fome. Nesse sentido, a pesquisa revela o falho sistema de distribuição de alimentos, uma vez que a Revolução Verde não obteve êxito ao acabar com a fome mundial. Consequentemente, a distribuição desigual de renda nos países permeou no sentido de agravar a situação socioeconômica  - de acordo com o pesquisar norte-americano, a hierarquia social de progresso econômico, necessita que seres humanos tenham livre acesso a condição essenciais à vida - o acesso à comida é umas das necessidades fisiológicas fundamentais em garantir a harmonia e sobrevivência do corpo social.

Em segundo lugar, cabe a ideia de que, a concentração de terras nas mãos de poucos, agravou a pobreza entre a classe subjugada. A respeito do tema, encontra-se a tese do filósofo Karl Marx - segundo o pensador, a estrutura econômica de um governo é a base para todas as relações sociais, pois é ela que determina às condições materiais de uma sociedade. Não tão distante da realidade, a teoria do materialista pode ser vislumbrada no contexto brasileiro - apesar de ser um dos grandes produtores de alimentos, o Brasil compromete uma população de 10 milhões de brasileiros que não possuem comida em suas mesas- dado estatístico relevado em 2018 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, nota-se o quão agravante para os cidadãos é a preservação da estrutura agrária dominante do latifúndio, que privilegia a exportação de alimentos, ao invés, do investimento e subsídios a pequenos proprietários que abastem o mercado interno de consumo.

Portanto, em função dos argumentos citados e da problemática exposta, ações são necessárias a fim de reverter tal situação caótica do século XXI. Para tanto, é necessário que o Ministério da Economia, em ação conjunta, com empresas privadas invistam em políticas de aperfeiçoamento ao combate à fome e desigualdade - como Bolsa Família, mas também ao fornecer subsídios para pequenos proprietários de terra que produzem alimentos essenciais à sobrevivência humana. Firmada tais medidas, espera-se que a frase dita pelo sociólogo Bertinho não seja uma realidade social no país.