Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/11/2020
Segundo a Constituição Federal, de 1988, artigo 6º são direitos sociais a educação, a saúde e alimentação. No entanto, é perceptível o descumprimento desse ato constitucional, uma vez que a fome e a desigualdade social apresenta-se como problema no século XXI. Dessa forma, o sistema capitalista e o pouco amparo estatal denotam para continuidade dessa problemática.
A princípio, é evidente que a política capitalista influencia na perpetuação da fome e das desigualdades sociais na sociedade contemporânea. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Karl Marx, “o capitalismo, por meio da mais-valia, visa majoritariamente a obtenção do lucro”. Sob esse viés, é possível relacionar o pensamento de Marx com o assunto em questão, visto que grandes empresários e instituições procuram enriquecer as custas da mão de obra mal remunerada, demonstrando assim a mais-valia e a perpetuação da questão. Diante dessa situação, o Governo Federal deve propor medidas que visem melhorar a vida da população, minimizar os efeitos da mais-valia e cumprir com o artigo 6º.
Outrossim, é indiscutível que amparo estatal pouco eficaz contribui para a fome e a desigualdade social no século XXI. Nessa conjuntura, tal como afirma o sociólogo Émile Durkheim, “a sociedade, assim como o corpo humano, tem partes, necessidades e funcionalidades inter-relacionadas, que precisam de uma boa harmonia”. Sob essa perspectiva, é plausível conectar o pensamento de Durkheim com essa questão, já que a atuação irregular do Estado em combater a pobreza e as desigualdades contribuem para situações precárias, desestabilizando as inter-relações, destituindo a harmonia social. Desse modo, a participação de ONG´s (Organizações Não Governamentais) em ajuda as comunidades carentes, fazem-se importante ponto de inflexão no combate desse problema.
Portanto, afim de reduzir a fome e a desigualdade social, são necessárias mudanças. Para isso, o Governo Federal, órgão responsável pelo bem-estar social, deve fazer investimentos na educação e no mercado trabalhista, por meio do Tesouro público utilizado para construção, melhoramento de escolas e a ampliação de vagas trabalhistas, com o intuito de minimizar a mais valia capitalista e inserir a parcela populacional carente. Ademais, as ONG´s, instâncias auxiliadoras de comunidades, devem promover a melhora educacional, por intermédio da atuação em escolas públicas, com palestras, doações e projetos sociais, com a finalidade de integrar as novas gerações as melhores condições. Assim, cumprir-se-á, efetivamente, com a Constituição Federal e o artigo 6º.