Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

De acordo com o Coeficiente de Gini, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Desse modo, sabe-se que a fome e a desigualdade social no século xxi, infelizmente, ainda é um problema sistêmico. Nessa perspectiva, é necessário analisar como a má distribuição de renda e a falta de investimentos em políticas sociais, são corresponsáveis pelo entrave.

Diante de tal cenário, é válido ressaltar, em primeiro plano, que segundo o Coeficiente de Gini, o Brasil tem a segunda maior concentração de renda do mundo. Isso ocorre devido ao preconceito racial e de gênero, e a falta de acesso à educação para os mais pobres. Dessa maneira, pessoas negras e indígenas têm poucas oportunidades de empregos, consequentemente não conseguindo sair da linha da pobreza. Isso pode ser comprovado, pois segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego entre negros e pardos é cerca de 5% maior do que entre brancos. Logo, é visível a necessidade de diminuição da concentração de renda no país.

Outrossim, a falta de investimentos em políticas públicas acentua a problemática. De acordo com o IBGE, 23% da população urbana e 40% da população rural, passa fome. Essa questão tem como causa a falta de interesse estatal em investir na educação pública, na melhoria e no acesso a saúde pública, e no combate ao desemprego. Desse modo, é comum ver altos índices de mortalidade infantil, cidadãos sem nada para comer e uma população cada vez mais pobre e desigual. Portanto, é notório o descaso estatal com a população pobre.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para a melhoria do quadro. Primeiramente, cabe ao Estado modificar o sistema tributário, através de uma lei, para que os mais ricos paguem mais impostos, com o intuito de diminuir e equilibrar a concentração de renda. Concomitantemente, o Estado também deve universalizar o acesso aos direitos básicos, por meio de investimentos em serviços públicos, como educação e saúde de qualidade para todos, com a finalidade de diminuir o nível de pobreza, desigualdade e fome. Dessa maneira, dar-se-á o primeiro passo para a mudança desse cenário.