Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/11/2020
O filme “O menino que descobriu o vento”, lançado em 2019 pela Netflix, retrata a pobreza do país Malawi, onde o jovem William Kamkwamba mora. Entre mostrar a rotina do menino e como ele usa da ciência para salvar sua família da fome e sede, a produção revela também a escassez de Malawi, o qual é abandonado pelas autoridades. Não distante dessa ficção, o Brasil é também cercado pela fome e desigualdade social, as quais tem como responsáveis as más políticas de distribuição de renda e o preconceito racial histórico incorporado à sociedade.
É preciso tentar entender a dinâmica, a priori, de como a renda é distribuída e como isso implica na disparidade social. Para isso, pode-se analisar o perfil do Brasil no contexto mundial, no qual, segundo o relatório de desenvolvimento humano da Organização das nações unidas, é o segundo em maior concentração de renda, sendo que 1% detém 28,3% da renda do país, o que resulta na desigualdade. Com isso, problemas de grandes proporções entram no cenário, são eles a falta de capital para prover necessidades e o aglomerado de pessoas em comunidades carentes, fazendo com que a maioria da população passe fome e não tenha a recursos básicos como, saúde e educação.
Deve-se ver a questão, a posteriori, do preconceito racial existente desde a fundação do Brasil. Nessa proposta, cabe analisar a chegada dos negros africanos ao Brasil, os quais em sua totalidade eram trazidos com a única finalidade da escravidão. Desse modo, as várias gerações passadas tornaram comum o ato desastroso de inferiorizar pessoas de pele escura, o que confirma a antipatia popular com os afrodescendentes. Tendo em vista o contexto analisado, nota-se segregação e demasiadas humilhações potencializadas por esse pensamento retrógrado, o que culmina na migração de uma parte considerável da sociedade para localidades com padrões de vida escassos, lugares onde a inobservância estatal se mostra acentuada.
Portanto, é indispensável que medidas sejam tomadas a fim de se atenuar a desigualdade social no Brasil. Para que isso ocorra, é preciso que o Ministério da Economia atue regulando com equidade os impostos cobrados aos mais ricos e aos mais pobres, promovendo dessa forma possibilidades para que haja acensão da população de classe média e que a comunidades em situação de extrema pobreza saiam desse estado. Ainda, é indubitável que as pessoas as quais sejam conscientes mantenham-se de forma ativa em redes sociais e em quaisquer tipo de debate, visando promover a conscientização de mais pessoas acerca do racismo ligado a desigualdade. Sendo assim, notar-se-á a minoração na discrepância entre as classes sociais e também do racismo ligado a essa problemática.