Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Há séculos o teórico Thomas Malthus acreditava que a produção alimentícia não acompanharia o crescimento populacional, portanto, haveria falta de comida e fome. No entanto, a tecnologia aplicada no campo, proposta pela Revolução Verde aumentou a produtividade agrícola. Dessa forma, um fator não esperado por Thomas M. destacou-se, a desigualdade social que limitava a adesão dos alimentos.

Em primeiro lugar, o teórico acreditava que a produção agrícola crescia de forma constante, enquanto a população ascendia exponencialmente. Com isso, a teoria proposta no século XVI descrevia a falta de alimentos para todos. Contudo, no século XIX a Revolução Verde inovou o campo, fato que fomentou o aumento de sua produção. Dessa forma, a comida passou a exceder o consumo, porém, nos dias atuais persiste os registros do agravamento da fome no mundo.

Em segundo lugar, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontou em suas pesquisas de 2017 que, apenas no Brasil, há 10,3 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar. Tal aspecto, é bem representado no documentário “Quanto vale ou é por quilo?”, nele é evidenciado o desperdício dos alimentos e o percurso deles até alcançar as famílias em vulnerabilidade econômica, alvo de pesquisa do dado citada. Logo, conclui-se que a fome é consequência da inacessibilidade à comida.

Portanto, é fundamental que haja a democratização alimentar no Brasil. Para isso, é necessário que o Cadastro Único (CadÚnico), registre integralmente as famílias em insegurança alimentar no programa social, para assim ampliar o potencial de distribuição das cestas básicas. Além disso, deverá ser incluso no programa a proposta de um auxilio salarial básico. Assim, haverá um combate eficaz à fome e à desigualdade no país, e portanto, a formação de uma sociedade mais igualitária.

a implantação de um auxílio salarial, afim de garantir as necessidades básicas de alimentação.