Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/11/2020
Famintos por Igualdade
Na Europa Feudal (Idade Média) houve um acordo entre, a Igreja Católica e guerreiros francos, que transformou o conceito de controle agrário, onde numa pirâmide criada do ponto de vista de Adalberon, colocava ao comando hierárquico socioeconômico e alimentício, ao Clero e os Nobres, enquanto na base ficavam os servos, quem mais eram afetados pela fome e desigualdades existentes. Ainda num contexto histórico, é fato que a realidade europeia apresentada pode ser relacionada ao mundo moderno do século XXI; gradativamente, essa cultura de subsistência e centralização de poder, corroboram para o quadro geral que nosso mundo vive atualmente, com cerca de 800 milhões de pessoas subnutridas e cerca de 4/5 na pobreza.
A princípio, vale destacar que, 75% da população mundial vive em áreas rurais, aonde existem produções suficientes para toda população mundial, porém segundo a F.A.O. um dos menores investimentos em estruturas logísticas, resultando no desperdício de 1/4 dessa produção em massa, que para uma crise pandêmica, como atualmente, tende a ampliar-se.
Nesse sentido, a fome entre famílias pobres (principalmente grávidas e crianças), nunca foi uma questão apenas de saúde pública, pois gera a desestabilização socioeconômica, por consequente da falta de nutrientes, que dão a força de trabalho e habilidades cognitivas, que sem as mesmas, impedem o desempenho econômico e o real potencial de futuras oportunidades, dentre outros problemas sociopolíticos. Assim como citado no conceito de materialismo histórico de Karl Marx, por exemplo, que mensurava a sociedade uma consequência da sua “Super. Estrutura Ideológica”.
Portanto, é mister que o Estado diagnostique profundamente cada causa e consequência, em vista da melhora do quadro atual. Para a redistribuição de riquezas nacionais, urge que os poderes executivos, dentro de políticas públicas inovadoras, crie a princípio, uma reforma das antigas iniciativas contra as problemáticas, como “Fome 0” e “Bolsa família”, já a longo prazo, foque na distribuição de renda e as reformas agrárias, principalmente com nativos de suas terras natais, como ainda acontecem com os índios. Quanto a sociedade, juntar-se com as múltiplas ONG’s associadas a cada país e investir em parceiras com a mídia, visando na proliferação dessa iniciativa, impedindo então, uma nova era de “feudalismo pós-moderno”.