Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/11/2020

É notório que, na obra “Utopia”, escrita pelo inglês Thomas More, é apresentada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é caracterizado pela falta de conflitos e situações problemáticas. Conquanto, é visível, na presente realidade, o ocorrência do oposto daquilo pregado por More, haja vista a fome e a desigualdade social gerar consequências, as quais dificultam as estratégias do autor. Esse cenário antagônico é reflexo tanto da ineficácia governamental, quanto da falta de educação. Diante disso, torna-se fundamental a argumentação sobre os aspectos mencionados, a fim do íntegro funcionamento da sociedade.

Observa-se, em primeira instância, que a ausência de alimentos na mesa dos mais de 5% de brasileiros(viventes na extrema pobreza, segundo Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) é resultado da pouca atuação dos setores governamentais, em relação à criação de mecanismos capazes de erradicar a fome no Brasil. De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado tem o dever de garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no território nacional. Em decorrência da falta de atuação das autoridades, grande parte da sociedade não consegue ingerir refeições de qualidade,direito garantido na Declaração Universal dos Direitos Humanos(promulgada em 1948). Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa medida estatal urgentemente.

Ademais, é válido destacar a desinformação como promotora do problema. Seguindo esse pressuposto, pode-se afirmar que a desigualdade social, existente na sociedade contemporânea, é fruto da falta de democratização do ensino para a população que vive na miséria, pois, como mencionou Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Tal fator dificulta a resolução do empecilho, já que a não universalização do estudo contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis se fazem necessárias para conter o avanço da problemática nos dias atuais. Dessarte, com o objetivo de frear as consequências causadas pela falta de igualdade entre os seres humanos e a precarização na alimentação de alguns deles, necessita-se, imediatamente, que o Tribunal de Contas da União direcione verba, que, por meio do Ministério da Educação, será revestida na construção de escolas públicas, Institutos e Universidades Federais em locais onde o investimento nessa área seja baixo. Com isso, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos da problemática, e a coletividade alcança-rá a ‘Utopia" de More.