Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/11/2020
A sociologia é uma ciência criada no inicio do século XIX. No entanto, ela não surgiu do acaso. Com a ascensão da Revolução Industrial e do capitalismo, problemas como desigualdade social e por consequência fome, se tornaram bastante evidentes. Logo, era necessário que esses fenômenos fossem estudados. Nesse contexto, apesar do planeta ter a capacidade de sustentar todos os seus habitantes, milhares de pessoas ainda passam fome em pleno século XXI. Por isso, é necessário que política públicas sejam criadas com o intuito de suprir o direito humano à alimentação.
De fato, o planeta terra tem a capacidade de alimentar toda a população mundial. Pois, de acordo com o G1, mais de 1 bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas por ano. Ademais, segundo o jornal O Globo, os alimentos desperdiçados pelas nações ricas seriam capazes de acabar com a fome no mundo. Logo, percebe-se que a fome mundial é um problema político e não de escassez. Nesse âmbito, não é de se estranhar que Recife, capital de Pernambuco, considerado o PIB do Nordeste brasileiro, seja a capital mais desigual do Brasil, de acordo com o Jornal NE10 em 2020.
Por outro lado, políticas públicas já mostraram serem capazes de amenizar as desigualdades que ainda persistem nesse século. Prova disso foi a criação do Bolsa Família no governo Lula, no qual reduziu em 25% a taxa de extrema pobreza no Brasil, segundo a Exame. Assim como o Auxílio Emergencial criado no governo Bolsonaro, em decorrência da pandemia do coronavirús, que foi responsável por abaixar em 20% as taxas de desigualdade social e pobreza do país, de acordo com O Globo. Além disso, a Lei de Cotas criada no governo Dilma e o Prouni (Programa Universidade Para Todos) criado no governo Lula, promoveram uma inclusão das classes mais pobres nas universidades, segundo o G1. Dessa forma, as pessoas mais pobres poderiam se formar, melhorar de vida e reduzir a desigualdade.
Portanto, faz-se necessário a criação de mais políticas públicas inclusivas, que além de permitir o acesso das classes mais pobres à alimentação, também forneçam subsídios para essas pessoas estarem de forma ativa e com renda na sociedade. Desse modo, uma lei criada na Câmara dos Deputados, aprovada no Senado e pela Presidência da República, deverá ser criada com o intuito de distribuir renda a todos àqueles que se encontrem em vulnerabilidade econômica, para que possam ter base para se desenvolver na sociedade, seja investindo em um negócio ou usando o dinheiro para estudar. Dessa forma, mais pessoas sairiam da extrema pobreza e se incluiriam no mercado de trabalho.