Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 18/11/2020

No século XXI é notável a existência do grande número de tecnologias que existem e são capazes de melhorar a segurança alimentar de uma população. Por outro lado, com o capitalismo em seu auge, é observado também o aumento expressivo da concentração de riquezas, que acabam dificultando o acesso à alimentação e saúde de qualidade para uma parcela do povo. Dessa maneira, é importante questionar se os ideais capitalistas de acúmulo de riqueza serão capazes de garantir a alimentação adequada para todos como previsto no artigo 25 da Declaração Mundial de Direitos Humanos. Além disso, como será possível garantir saúde adequada à uma população com fome?

Em primeiro lugar, é importante destacar que se alimentar é uma ação inerente à sobrevivência do ser humano. Na década de 60, o movimento conhecido por Revolução Verde chega ao Brasil trazendo diversas tecnologias agrícolas que prometia assegurar que toda a crescente população brasileira fosse capaz de se alimentar. Entretanto, os avanços tecnológicos utilizados foram responsáveis por diminuir a soberania alimentar de um agricultor, visto que este depende da compra de sementes desenvolvidas por grandes empresas biotecnológicas e de insumos químicos. Ao contrário do prometido, a desigualdade na produção de alimentos cresceu, deixando visível a necessidade de projetos de minimização da desigualdade social.

Em segundo lugar, é interessante ressaltar que a alimentação de qualidade é de grande significância para o desenvolvimento de um indivíduo saudável. Dessa maneira, fica evidente a importante conexão entre fome e desigualdade social, uma vez que um cidadão com fome terá menos chances de conseguir melhores condições de vida, já que dificilmente obtém os nutrientes necessários para fornecer energia e promover a manutenção de seu corpo. Isso gera um ciclo difícil de ser quebrado, em que as diferenças sociais repercute em diferenças biológicas e estas acabam por proporcionar uma constante desigualdade social até os dias de hoje.

Por fim, é evidente a necessidade de ampliação de projetos que visem garantir direitos básicos aos cidadãos brasileiros. Para isso, o Ministério da Saúde junto com o Ministério da Cidadania devem ampliar e criar projetos para a erradicação da miséria como os programas de distribuição de renda. Além de programas que garantam o acesso gratuito de pessoas carentes às 3 principais refeições diárias para que assim seja possível que todos possam ter o suporte nutricional tão importante e capaz de garantir melhores condições de vida.