Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 16/11/2020
Sob a perspectiva do sociólogo francês Émile Durkheim,em uma solidariedade orgânica,para haver harmonia,cada parte do corpo social teria de cumprir sua função,a fim de que não ocorra uma patologia social.Não obstante,quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a desigualdade e a fome no Brasil e no mundo,verifica-se que essa visão é constatada na teoria e não desejavelmente na prática.Dessa maneira,é evidente que a problemática se desenvolve devido a uma desigual distribuição de renda e a postura dos representantes diante desse quadro alarmante.
Em primeira análise,vale ressaltar que o Índice de Gini é um instrumento usado para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo,monitorando a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1 – sendo que, quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade.De acordo com a CNN Brasil,o índice no Brasil em 2019 foi de 0,543,o que mostra que o país ainda está longe de encontrar uma hegemonia social.Dessa forma,é preciso saber o porquê de tamanha desigualdade e quais medidas precisam ser tomadas para mudar esse cenário.
Em segunda análise,percebe-se que consequentemente a isso,a fome é um problema primário e que já deveria ter sido extinto com medidas eficazes.Segundo a FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - 43,1 milhões de pessoas viviam uma situação de insegurança alimentar moderada no país no período entre 2017 e 2019,o que representa a incapacidade de ter acesso a alimentos seguros, nutritivos e suficientes o ano todo.O maior empecilho para a resolução desse problema é o individualismo e a falta de empatia das pessoas,principalmente de grande parte dos representantes mundiais,que tanto falam nesse assunto durante as eleições,e,quando eleito,se preocupam tanto com dinheiro e poder,que acabam por esquecer das necessidades básicas da população. Tal ação vai contra a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino,no qual,em uma sociedade democrática,todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância,além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado.
Destarte,tudo isso retarda resolução da problemática em questão.Assim,o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que,por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,será revertido em verba para a melhoria de programas como “Fome Zero” e “Bolsa Família”,para que mais pessoas tenham acesso a boas oportunidades futuras, como melhores empregos, aumento da renda e melhores condições de vida.Uma vez que ,com essa medida,o índice de fome no Brasil cairá,e o Índice de Gini aumentará,tornando-se um país bem mais desenvolvido e com mais reconhecimento mundial,além de melhorar a qualidade de vida da população.