Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

Para Herbert de Souza, figura importante da luta contra a fome e desigualdade social no Brasil, a miséria é uma produção humana e um desafio ético. De maneira análoga ao pensamento do sociólogo brasileiro, nota-se que o capitalismo, do seu surgimento até a contemporaneidade, possui fortes influências nesse mal que assola a humanidade e, por causar danos irreversíveis a vida humana, a falta de ideais de solidariedade social e econômica na sociedade é um problema que merece um olhar mais critico de enfrentamento.

Em primeiro plano, é imperioso ressaltar que as diferenças sociais estão diretamente ligadas com o capitalismo exacerbado. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do economista francês Thomas Picketty, no qual ele relaciona, em seu livro “O capital do século XXI”, a desigualdade com a concentração de riqueza. A guisa de exemplo, tem-se, na atualidade, segundo a ONG britânica Oxfam - instituição que luta contra a fome e injustiças - oito homens bilionários que possuem mais riqueza do que 3,6 bilhões de pessoas do planeta. Logo, é mister que aconteça uma melhor distribuição de recursos, além de oportunidades diversas que retirem os vulneraveis da situação de extrema pobreza.

Em segundo plano, vale salientar que não se trata de retirar recursos de quem já adquiriu e  redistribuir aos pobres, mas sim, deixar que todos tenham oportunidade de ir contra a globalização peversa. Isso é possível, segundo Milton Santos, por meio da ‘’economia solidária", na qual, a sociedade tenha liberdade e incentivo para buscar sua auto gestão financeira e, em casos específicos, o  geográfo defende que os mais carentes possam receber uma ajuda direta de combate a pobreza. De maneira exemplificar, o ano de 2020 foi marcado por pessoas que, em tentativa de fuga da fome, se reinventaram na economia por perder o seu emprego devido a pandemia de Coronavirus, além dos que decidiram apadrinhar voluntariamente famílias carentes. Nesse viés, percebe-se que a solidariedade - econômica e social - é uma ferramenta importante na luta contra a desigualdade e a fome.

Portanto, a Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com lideres nacionais, deve criar um Programa Universal de Combate a Fome, no qual as nações tenham facilidade e estimulos de negociações financeiras entre si, desde que eles criem, cada um em seu país, projetos e ações que facilitem a saída da maioria pobre da situação da fome, incentivando e facilitando para que possam adrentar na economia, além de garantir assistência em casos extremos e a mídia, por meio do radio e televisão, crie propagandas de conscientização aos mais ricos, despertando os o sentimento de serem solidários e fazendo entender que uma pequena ação ja é um desafio ético superado, conforme o sociólogo Heberte de Souza afirma que deve ser feito.