Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/11/2020

O livro Vidas Secas, do escritor Graciliano Ramos, aborda o cotidiano de uma família que mora no interior nordestino que vive em condições de extrema precariedade na obtenção de recursos básicos. De certo, explicita a realidade de muitos brasileiros, sobreviventes de uma sociedade tomada pela desigualdade e o preconceito. De maneira análoga ao livro, no século XXI, ainda permanece a dificuldade de mitigar a problemática da fome e da desigualdade social.

Primordialmente, no período entre guerras, a crise de 1929 com o início marcado nos Estados Unidos, se expandiu mundialmente, afetando economias de países influenciados pela hegemonia americana pós Primeira Guerra Mundial. Sendo assim, em contrapartida com o modelo ideal de cidadão americano bastante propagado na época, muitas pessoas faliram após a quebra da bolsa de valores e passaram a viver em condições precárias, em que dependiam, na maioria das vezes, da solidariedade de doações. Dessa forma, apesar da superação de crises com o decorrer do tempo, a fome e a miséria persistem em afetar o desenvolvimento da população de diversos países, decorrente de uma sociedade desigual que prioriza o progresso de pessoas já enriquecidas, prejudicando a outra parcela.

Outrossim, segundo Albert Einstein, “tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”, logo, tal pensamento é exemplificado no papel do desenvolvimento tecnológico nas indústrias e sua influência nas relações sociais. Mediante o elencado, a disputa pelo poder se tornou cada vez mais acirrada com o avanço do meios de produção, o que resultou na preocupação em menor escala com o lado humanizado da população e a priorização dos bens comuns, aumentando as desigualdades e a má distribuição de renda, consequentemente, alimentação. Nesse contexto, é inegável como existem desvantagens no processo de desdobramento da tecnologia, que ao intensificar os conflitos, influencia no retrocesso de outras áreas do meio social, comprometendo a integridade do direito de muitos cidadãos até o século XXI.

Em síntese, é de fundamental importância a participação do corpo docente escolar, que por meio do projeto “Igualdade: prosperidade”, deverá abordar, com demonstrações históricas, como o problema do ego humano afeta a forma como diversas pessoas sobrevivem, buscando aprofundar nas consequências das fome e da desigualdade e os seus reflexos no dia atual, com o intuito de evitar a criação de jovens adultos preconceituosos que não pensam no coletivo. Ademais, faz-se necessária a ação do meio midiático, em que os influenciadores digitais devem, por método da campanha publicitária “Século XXI: reflexos da desigualdade”, abordar o tema de maneira informativa, com o objetivo de conscientizar e esclarecer sobre os retrocessos constantemente disfarçados, para assim, evitá-los.