Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

A desigualdade social retrata um drama constante da sociedade e existe desde o alvorecer da civilização. Na obra “Os Sertões” de Euclides da Cunha, percebe-se a descrição de um cenário precário e pobre que apesar de ser escrito no século XX, discute problemas de um Brasil atual em que a insegurança alimentar e diferença de classes ocasiona em consequências para a população.

O sistema atual baseado nos moldes do capitalismo influencia um consumo desnecessário na sociedade, como exposto no curta metragem “Ilha das Flores” no qual demonstra a trajetória de um tomate até sua chegada ao lixão, onde seres humanos disputam alimentos que não satisfazem mais os porcos. Com isso é notável a percepção de uma sociedade individualista, que carece de políticas públicas para solucionar problemas como a miséria.

O Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e tem clima favorável para produção em praticamente 12 meses do ano segundo o canal rural, mas apesar disso cerca de 10 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar. Isso revela que o problema concentra-se na má distribuição desses recursos, visto que cerca de 63,4 % de nossos produtos como soja e carne são exportados para mais de 150 países enquanto em território nacional existem pessoas em condição de extrema pobreza e essa situação intensificou-se com o surgimento da pandemia causada pelo coronavírus.

Dado isso, é necessário que medidas sejam tomadas para que haja uma mudança de cenário no setor político, social e econômico. Logo, cabe ao Estado gerar políticas públicas que ajudem a diminuir a desigualdade social, como intensificação de programas de distribuição de renda e alimentos, além de um investimento no setor econômico, com projetos que gerem empregabilidade e melhores condições de vida, fora o auxílio da mídia, divulgando campanhas sobre a importância de evitar desperdícios de alimentos, para que assim o país possa evoluir.