Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 15/11/2020

A desigualdade social, chamada também de desigualdade econômica, é um problema social presente em todos os países do mundo, a qual decorre, principalmente, da má distribuição de renda e da falta de investimentos em áreas sociais, como a educação e saúde. Deste modo, mesmo que nos últimos anos o Brasil tenha apresentado índices de diminuição de pobreza, a desigualdade ainda é notória, o que gera dados alarmantes a respeito da fome no país. Geradas pela concentração de renda e pelos baixos investimentos em áreas de infraestruturas básicas,  tais fatores devem ser combatidos por meio de políticas públicas.

Em meados do ano de 1960, o movimento conhecido como “Revolução Verde” disseminou-se no mundo a partir da promoção de novas técnicas agrícolas de produções em larga escala. No entanto, mesmo com o advento de novas ferramentas alimentícias de superprodução, a fome no mundo ainda está presente de maneira notória por meio de uma má distribuição. Países desenvolvidos e grandes centros urbanos detêm quantidades exacerbadas de alimentos básicos para a sobrevivência humana, ao passo que regiões segregadas e subdesenvolvidas passam a elevar seus índices de mortalidade essencialmente causados pela grande fome que os assolam.

Desta forma, com a geração de taxas, a cada ano mais preocupantes, a respeito da desigualdade social no mundo, a fome passa a ser extremamente presente na realidade global. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) realizado no ano de 2019, em Honduras, a desnutrição ligada à baixa renda atinge 42% das crianças, frente a apenas 8% daquelas que vivem em famílias mais abastadas. Acrescido a isso, regiões marginalizadas, com baixos níveis de escolaridade e acesso à saúde são as mais afetadas, isto é, por possuírem escassas oportunidades no mercado de trabalho e difícil acesso aos meios sanitários, apresentam elevadas taxas de pobreza e fome, o que deve, portanto ser combatido imediatamente.

Em suma, pode-se concluir que que a fome e a desigualdade social no século XXI são problemas não apenas de saúde pública, mas também econômicos e sociais. Logo, cabe ao Governo Federal realizar investimentos em áreas de criação de programas sociais que visem uma adequada distribuição de renda e alimentos,  como o Bolsa Família e Fome Zero, de modo com que indivíduos possuam maiores acessos à área da educação, mercado de trabalho, aumento de renda e melhoria na qualidade de vida. Acrescido a isso, investimentos no âmbito das mídias sociais para a promoção de campanhas para repensar o desperdício e distribuição de alimentos, são essenciais para mitigar os efeitos de tal problemática.